Prefeitura garante combustível para transporte escolar e serviços essenciais

Pelotas

Prefeitura garante combustível para transporte escolar e serviços essenciais

Fernando Marroni falou sobre os impactos do aumento do preço do diesel no programa Acorda Zona Sul

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Atualizado quinta-feira,
19 de Março de 2026 às 18:43

Prefeitura garante combustível para transporte escolar e serviços essenciais
(Foto: Jô Folha)

Para evitar problemas de desabastecimento, o município de Pelotas reforçou seus estoques de diesel, garantindo o fornecimento para veículos do transporte escolar e serviços públicos por, no mínimo, 30 dias. Ainda nesta quinta-feira (19), o prefeito Fernando Marroni (PT) participa de uma audiência com o Ministério Público (MP) para tratar do aumento no preço dos combustíveis.

Marroni explica que, normalmente, o Executivo realiza o abastecimento diretamente em postos de combustível. No entanto, diante do cenário atual, foram ampliadas as reservas em alguns depósitos, a fim de evitar impactos decorrentes de uma eventual falta de diesel ou de novas elevações de preços.

Além disso, o município conta com garantia contratual junto aos postos parceiros, assegurando o abastecimento para serviços essenciais, como urgência e emergência. “Quando o estoque do posto chega a um determinado nível – cerca de 3 mil litros – esse volume é reservado para a Prefeitura”, afirma o prefeito.

Preços altos

O prefeito Fernando Marroni (PT) e representantes do consórcio do transporte coletivo participaram de uma audiência com o Ministério Público (MP), na tarde desta quinta-feira (19), para tratar do aumento no preço dos combustíveis.

A iniciativa surgiu após uma reunião com empresários do transporte coletivo e com base em levantamentos do Procon, que apontam não haver justificativa para a alta, já que o governo federal adotou medidas para manter a estabilidade dos preços nas refinarias.

Marroni aponta a possibilidade de crime contra o consumidor. “Não houve aumento do preço na refinaria e muitos postos se anteciparam, elevando os valores de forma especulativa. Isso pode configurar crime contra a economia popular. Portanto, é necessário apurar”, destaca.

Segundo o prefeito, a principal preocupação envolve possíveis impactos no contrato do transporte coletivo, que foi reajustado abaixo da inflação, com a tarifa fixada em R$ 6,25. “A nossa preocupação é que os empresários do transporte coletivo, o consórcio, nos notificaram informando que as distribuidoras já haviam reajustado o preço”, completa.

Durante a audiência, o consórcio apresentou ao MP notas fiscais que apontam aumento superior a R$ 1,00 no litro do diesel em março, gerando impacto diário entre R$ 12 mil e R$ 15 mil e podendo ultrapassar R$ 300 mil no mês. Os documentos indicam variação de preços entre R$ 5,40 e R$ 8,03.

Conforme a prefeitura, os esforços estão sendo feitos para evitar a necessidade de novos custos na passagem do transporte coletivo. “Pedimos providências ao Ministério Público para que possa atuar na proteção do interesse público”, destaca o prefeito. O Executivo deve seguir acompanhando o caso junto ao MP.

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