A Prefeitura e o consórcio que administra os serviços do transporte coletivo no município irão ao Ministério Público (MP) para reforçar a preocupação quanto ao aumento do preço do diesel praticado pelas distribuidoras de combustíveis com o conflito no Oriente Médio, deflagrado no dia 28 de fevereiro. A decisão de buscar o MP foi tomada ontem, em reunião conduzida pelo prefeito com representantes dos consórcio
Tanto a administração como empresários do setor buscam com o MP pactuar mecanismos amplos de fiscalização quanto a aumentos antes mesmo da necessidade de reajustar o preço dos combustíveis. A ideia é evitar que esta situação chegue a inviabilizar vários serviços, como o transporte coletivo. Em fevereiro, antes da eclosão da guerra contra o Irã, o preço do óleo diesel no país estava com viés de baixa, menor que o praticado em janeiro de 2025 – contexto que contribuiu para que o novo preço da tarifa fosse fixado em R$ 6,25. O valor ficou abaixo do reivindicado pelas empresas que compõem o consórcio do transporte público no município.
Críticas
“Infelizmente a BR Distribuidora, uma empresa pública superavitária, foi privatizada pelo governo Bolsonaro e agora a distribuição de combustível em todo o território nacional está na mão da iniciativa privada, que antecipou os aumentos do barril de petróleo provocado pela guerra, e isso incide sobre a vida de todos nós”, reclamou o prefeito Fernando Marroni (PT).
Também foi apresentada estratégia com representantes do consórcio a necessidade de agregar veículos elétricos na frota, a partir de processos de captação de recursos – iniciativa já colocada em prática pelo município para, em um período de cinco anos, produzir um impacto bastante significativo na tarifa.
