Famosa atriz brasileira se apresenta no teatro Politeama

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Famosa atriz brasileira se apresenta no teatro Politeama

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Atualizado segunda-feira,
16 de Março de 2026 às 11:16

Há 110 anos

A passagem da atriz Abigail Maia por Pelotas, em 1916, é lembrada na crônica Abigail Maia, escrita por Heloísa Assumpção Nascimento no livro Nossa Cidade (1989). O relato resgata um momento em que a Princesa do Sul, embora menor em tamanho, mantinha intensa vida cultural e acompanhava, pelos jornais, notícias da Primeira Guerra Mundial.

Naquele julho de 1916, o jornal O Rebate, dirigido pelo jornalista Frediano Trebbi, filho do pintor, professor e cônsul italiano Frederico Trebbi, registrava como acontecimento relevante a temporada da Companhia de Comédias Cristiano na cidade. As apresentações ocorreram no antigo Teatro Politeama, casa de espetáculos localizada na então praça da República, atual Coronel Pedro Osório.

Segundo a crônica, uma das noites foi dedicada à festa artística de Abigail Maia, principal atriz da companhia. O programa reuniu as comédias Confissão e Gonzaga, além de uma conferência humorística do ator Agostinho Campos e interpretações de canções brasileiras pela própria atriz, que já era reconhecida nacionalmente.

Atriz carioca

(Foto: Reprodução)

Filha dos atores Balbina Maia e Joaquim da Costa Maia, a carioca Abigail Maia iniciou a carreira ainda jovem, em 1902, no vaudeville Maridos na Corda Bamba, espetáculo estrelado também por sua mãe. Ao longo das décadas seguintes, consolidou-se como uma das grandes intérpretes do teatro brasileiro, transitando entre comédia, drama, música e declamação.

Heloísa Assumpção Nascimento descreve que, naquele tempo, as apresentações teatrais mobilizavam a sociedade pelotense. Plateias lotavam os espetáculos e, nas homenagens aos artistas, o palco costumava ser coberto de flores enquanto oradores locais exaltavam o talento dos intérpretes.

Grande Hotel

O local das apresentações foi o antigo Politeama. O teatro desapareceu e no terreno que ocupava surgiu, na década de 1920, o Grande Hotel. Ainda assim, a lembrança da visita de Abigail Maia permanece como registro de uma época em que grandes companhias teatrais percorriam o país e faziam de Pelotas uma parada importante no circuito cultural brasileiro.

Fontes: Nossa cidade (1989), da autora Heloísa Assumpção Nascimento; wikipedia

Há 100 anos

Morre o coronel Theophilo Torres

A morte do coronel Theophilo Zeferino Torres, conselheiro municipal e presidente do Centro Republicano Coronel Pedro Osório, no Capão do Leão, enlutou Pelotas. Em 4 de março de 1926, as bandeiras do prédio da prefeitura foram colocadas em meio mastro e o comércio do Capão do Leão foi fechado.

Torres tinha 50 anos e era casado pela segunda vez com Arabella Antunes Torres e não deixou filhos. O coronel pertenceu à Guarda Municipal desde muito jovem, chegando a liderar a corporação.
Ele era considerado um dos heróis do município por ter lutado na Revolução Federalista de 1893, em favor de Júlio de Castilhos.

Na história

A guerra começou em 1893, após a posse de Júlio de Castilhos como presidente do Estado. A oposição ao castilhismo, somada às tensões políticas e sociais, resultou na invasão do território gaúcho pela coluna maragata de Gumercindo Saraiva, e da proclamação do General João Nunes da Silva Tavares, para a luta armada.

A revolução dividiu o Estado entre Ximangos, os castilhistas, e Maragatos, os aliados do político Gaspar Silveira Martins, que era fundador do Partido Federalista do RS. Em 23 de agosto de 1895, em Pelotas, a assinatura de paz encerrou a Revolução Federalista.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 50 anos

Instituto Bom Pastor fecha as portas

Instituto era independente da Diocese (Foto: Reprodução)

Depois de quase meio século de serviços dedicados à população de Pelotas e da região, o Instituto Bom Pastor fechou suas portas em março de 1976. Na época foi divulgado que a decisão era irrevogável. O anúncio apontava para uma “situação difícil que já se arrastava há bastante tempo”.

Oficialmente, o Instituto Bom Pastor, que é oriundo da França, teve que encerrar suas atividades por falta de irmãs que se dedicassem à casa religiosa. Porém não havia sido divulgado a que fim seriam destinadas as suas instalações. O bispo de Pelotas, dom Antônio Zattera, por sua vez, na correspondência enviada à superiora do Instituto, lamentou o ocorrido. Porém, ele não poderia interferir na decisão, uma vez que o Bom Pastor era completamente independente da Diocese.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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