O volante Vinícius Kiss, jogador ligado ao Pelotas, foi anunciado como novo diretor executivo de futebol do Metropolitano (SC), clube de Blumenau que disputará a Série B do Campeonato Catarinense. A mudança ocorre enquanto o atleta ainda mantém vínculo com o Lobo, o que abre uma negociação entre as partes para definir a situação contratual antes da disputa da Divisão de Acesso, em agosto.
Kiss, de 37 anos, defendeu o Pelotas na Copa FGF de 2025, participando de oito jogos, e estava inserido no planejamento do clube para a temporada seguinte. Em 2026, ele disputou o Gauchão pelo Novo Hamburgo em período de empréstimo. Procurado pela reportagem, o jogador confirmou que comunicou o Pelotas sobre a decisão de aceitar o novo desafio e destacou a relação construída com a direção do clube.
“Eu conversei com o doutor Tavares e expliquei os motivos pessoais que me fizeram aceitar esse desafio nesses próximos meses. Foi uma conversa ótima, pois tanto ele quanto o presidente Rodrigo (Britto) e os demais dirigentes são pessoas que eu me relaciono muito bem e são grandes seres humanos”, disse Kiss.
Mudança de função
O anúncio do Metropolitano aponta para uma mudança de função dentro do futebol. Apesar da nova experiência, o jogador indicou que mantém vínculo afetivo com o Pelotas e que o clube segue como referência na sua trajetória. A definição sobre a situação contratual ainda será debatida entre as partes antes da Divisão de Acesso.
“Essa experiência que vou viver indica que apenas um clube pode me ter em campo e esse clube é o Pelotas. Mas, em resumo, estando dentro ou fora de campo, eu sempre estarei à disposição para colaborar com os objetivos do clube”, destacou.
A mudança de função de Vinícius Kiss também surge em um momento em que o Pelotas discute internamente a possibilidade de reforçar sua estrutura de futebol com alguém que atue no dia a dia do clube. A ideia foi mencionada recentemente pelo diretor de futebol Carlos Augusto Tavares, em entrevista à Rádio Pelotense, ao falar sobre a necessidade de dividir responsabilidades na condução do departamento. Segundo ele, a direção avalia a criação de uma função que possa ser ocupada tanto por um ex-jogador com trajetória ligada ao clube.
“Entendo que precisamos de uma pessoa no dia a dia. Os dirigentes abnegados se dedicam bastante ao clube, mas também têm seus afazeres. Estamos estudando pessoas que tenham o perfil que a gente quer. Alguém de voz ativa, que tome decisões importantes, mas que se imponha mais. Alguém que apresente ao elenco como funciona a casa nos parece uma ideia boa. Por isso estamos tentando achar um nome de um ex-jogador”, explicou Tavares.
Nesse contexto, a decisão de Kiss de aceitar uma experiência fora das quatro linhas chama atenção porque ocorre justamente no momento em que o clube discute a possibilidade de incorporar um jogador à estrutura de gestão do futebol. Ainda assim, não há qualquer indicação de que o volante esteja relacionado a essa ideia debatida pela direção.