O Colônia Festival II começou nesta sexta-feira e segue até domingo, na Casa Grupelli, localizada no 7º Distrito de Pelotas. Com entrada gratuita, o evento reúne shows, feira de economia criativa, oficinas e espaço para camping em meio à natureza. Em entrevista à Rádio Pelotense, o organizador Valdir Robe Junior falou sobre a proposta do festival, a programação e a estrutura preparada para receber o público.
O que é o Colônia Festival II e qual a proposta do evento?
Esse evento faz parte de um edital aprovado na PNAB, dentro da Lei Aldir Blanc, chamado Fazeres de um Outro Sul. Antes dele, a gente já realizou duas ações que nos deixaram muito orgulhosos. A primeira foi uma homenagem aos 40 anos de carreira da DJ Helô, que aconteceu no Largo do Mercado e foi muito bonita. Depois fizemos a segunda edição do Primavera Cultura Livre, em homenagem ao Alex Vaz, um grande amigo nosso e músico talentosíssimo que nos deixou muito cedo. No dia em que ele completaria 40 anos, organizamos um grande festival no Mercado Público em homenagem a ele. O Colônia Festival é a terceira ação desse projeto e acontece agora, de sexta a domingo, na nossa colônia, ali no Grupelli, no 7º Distrito, numa região muito bonita.
O festival acontece em um lugar bastante especial de Pelotas. O que o público vai encontrar por lá durante esses três dias?
A nossa colônia, o interior de Pelotas, é um lugar muito lindo. E é muito legal poder realizar o festival lá, em parceria com o Grupelli, que tem uma estrutura bem bacana: museu, restaurante, pousada e armazém. A comunidade da região costuma circular bastante por lá, principalmente aos domingos. Durante o festival também teremos feirinhas e várias atividades. O pessoal do time Boa Esperança, que fica ali perto, também está nos ajudando bastante, dando suporte na estrutura.
Vai ter camping aberto, ao ar livre e sem custo, é só chegar. A gente também está integrado com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, com a Secretaria de Desenvolvimento Rural, que está dando apoio, e com a Guarda Municipal. Então é um evento pensado também do ponto de vista estrutural, para que todo mundo possa aproveitar o fim de semana com música e conversas sobre cultura. Teremos vários shows, com estilos diferentes, desde a banda de mulheres Chihos Go até a Preta de Sapato, além de batalhas de rima.
A organização do festival também tem uma longa trajetória na cena cultural da cidade. Como esse evento se conecta com esse trabalho?
Eu estou envolvido nesse movimento desde 2009. Na verdade, esse edital se conecta com vários trabalhos que a gente já vem realizando há muitos anos em Pelotas, desde o início do nosso Ponto de Cultura Outro Sul. Tudo isso está integrado: o Primavera Cultura Livre, o Ponto de Cultura Outro Sul e também o primeiro Pontão de Cultura que temos em Pelotas. Tudo faz parte dessa missão de fortalecer e descentralizar as políticas públicas culturais, dentro do Cultura Viva.