Há 115 anos
Fundado em 12 de março de 1911, o Clube Brilhante chega aos 115 anos como uma das mais tradicionais entidades sociais e esportivas de Pelotas. Mas a origem do clube está diretamente ligada à história do carnaval da cidade.
Criado por sócios do Clube Caixeiral, entre eles Francisco Vieira Villela, Adriano Recondo, Hipólito Leite, Mário Gonçalves de Aguiar e Honório Rosselli, o Brilhante nasceu após divergências com o Clube Carnavalesco Diamantinos. O novo nome simbolizava justamente a ideia de um “diamante lapidado”, de acordo com o verbete Clube Brilhante, do Dicionário de História de Pelotas, numa colaboração do professor universitário e pesquisador Álvaro Barreto, que escreveu Clube Brilhante 80 anos de história. Pelotas: Clube Brilhante (1991).
Préstitos carnavalescos

Coroação de uma das rainhas do Clube (Foto: Reprodução)
Nos primeiros anos, a entidade dedicou-se à organização de bailes e aos famosos préstitos carnavalescos, desfiles de carros alegóricos que percorriam as principais ruas da cidade. Na década de 1910 e início dos anos 1920, essas apresentações ajudaram a consolidar a fama do carnaval pelotense, atraindo grande público às ruas e aos teatros.
A imprensa local registrava com entusiasmo as atividades do clube. Ao saudar o 15º aniversário, em 1926, a crônica social jornal Diário Popular descreveu: “sempre tem atuação de valor, muito contribuindo para o bom gosto artístico da cidade”. Além de felicitar o presidente Lourival Pinheiro.
Entre as festas mais relevantes estavam as cerimônias de coroação de rainhas, que reuniam apresentações artísticas e eram aguardadas com expectativa pela sociedade. Mesmo quem não podia ir ao evento ia para as ruas acompanhar os desfiles das rainhas e suas cortes em carro aberto, pelas principais ruas de Pelotas.
Sede própria na década de 50

Construção da sede atual nos anos de 1950 (Foto: Reprodução)
A trajetória do Brilhante, porém, também passou por dificuldades. Sem sede própria por muitos anos, o clube enfrentou períodos de instabilidade e chegou a encerrar atividades em 1942, em meio às consequências da Segunda Guerra Mundial. Dois anos depois, a entidade foi reorganizada e iniciou uma nova fase.
A partir dos anos 1950, já com sede própria, projetada pelo arquiteto Heinr Müllender, o clube ampliou sua atuação para atividades sociais e esportivas.
O bolão foi o primeiro destaque, seguido pela natação, futsal e voleibol. No futsal, especialmente, o Brilhante conquistou projeção estadual ao formar atletas e vencer dezenas de campeonatos.
Celebrações
Este ano para celebrar a data, a diretoria promoverá um jantar especial de aniversário no dia 21, às 20h. Ontem, às 19h, ocorreu uma audiência pública na Câmara de Vereadores, proposta pelo vereador Cristiano Silva (UB), em homenagem ao clube.
Fontes: site Clube Brilhante; Dicionário de História de Pelotas, organizado pelos historiadores Beatriz Ana Loner, Lorena Gill e Mario Osorio Magalhães
Há 50 anos
Carnaval na praça vira polêmica após o fim do evento

Comentários eram sobre os canteiros danificados (Foto: Reprodução)
Depois do Carnaval de 1976, que aconteceu nos últimos dias de fevereiro, a comunidade apontou problemas causados pela festa na praça Coronel Pedro Osório, palco de uma parte do evento. Uma das reclamações era de que o público frequentador dos bailes do “redondo”, que ocorreu no entorno do chafariz das Nereidas, pisoteou e estragou os canteiros.
“A praça Coronel Pedro Osório não ficou tão danificada pelos foliões que participaram dos bailes do redondo”, declarou Gilberto Pino, titular da pasta de Obras e Viação do município. Além dos bailes, o entorno da praça foi a passarela dos desfiles das entidades carnavalescas e além dessa movimentação, bancas com vendas de lanches também ocuparam a praça.
De acordo com o poder público, o local chegou a sofrer pequenas avarias, que não representaram prejuízos expressivos, não comprometendo a beleza da praça. O secretário ainda afirmou que autorizaria outras festividades como aquela, porque: “os foliões souberam respeitar a integridade da praça e entenderam que ali é um importante e verdadeiro patrimônio da cidade”, falou.
Fonte: Acervo da Bibliotheca Pública Pelotense