“Hoje é o último dia do programa Vida Ativa”

Decisão

“Hoje é o último dia do programa Vida Ativa”

Suspensão ocorre após a CCJ da Câmara de Vereadores considerar inconstitucional o projeto que previa a continuidade e ampliação da iniciativa

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“Hoje é o último dia do programa Vida Ativa”
(Foto: Tobias Bernardo)

Após 13 anos de funcionamento e atendimento a milhares de pessoas, o programa Vida Ativa, da prefeitura de Pelotas, está prestes a encerrar suas atividades. A suspensão ocorre depois que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores considerou inconstitucional o projeto do Executivo que previa a continuidade e ampliação da iniciativa, além da contratação emergencial de profissionais para atuar no programa.

Em entrevista ao programa Debate Regional, o secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Paulo Lobo, afirmou que a decisão surpreendeu o governo municipal e que a gestão busca alternativas para retomar o atendimento. Segundo ele, mesmo que o projeto seja revisto, as atividades devem ficar suspensas por pelo menos um mês devido aos trâmites burocráticos para novas contratações. “Hoje é o último dia do Vida Ativa, pelo menos até que se consiga reorganizar tudo novamente”. 

Impacto social

Criado há 13 anos, o Vida Ativa oferece aulas gratuitas de ritmos, pilates, ginástica, treinamento funcional, caminhada, corrida, futsal, dança, boxe e câmbio, além de eventos e atividades recreativas em diferentes bairros da cidade.

Ao longo desse período, cerca de 35 mil alunos participaram das atividades. A maioria do público — 73% — é formada por pessoas com mais de 50 anos, enquanto aproximadamente 69% dos participantes pertencem a famílias com renda de até dois salários mínimos. As aulas ocorrem em 45 espaços da cidade, com 112 turmas distribuídas na zona urbana e na colônia. O custo anual estimado do programa é de R$ 1,5 milhão.

Segundo o secretário Paulo Lobo, além da prática esportiva, o programa promove integração social e melhora na qualidade de vida. “São pessoas que relatam melhora nas dores físicas e também encontram momentos de convívio e bem-estar”, afirma.

Posicionamento do Executivo

A Prefeitura de Pelotas lamentou a decisão da CCJ e informou que a Procuradoria do Município considera o projeto constitucional, pois atende aos critérios de excepcionalidade e temporariedade para contratações emergenciais.

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