Eu aceitaria fácil a sua falta de capacidade para amar alguém, e talvez este seja o problema.
Aceitei ficar em cada espaço pequeno da tua vida sempre que você tentou me convencer que era ali que eu cabia, acreditei quando você dizia que era naquele minúsculo lugar que eu deveria ficar.
Suportei e me contentei em escrever poema para fugir de uma realidade que me fazia chorar.
E eu chorava por não conseguir levantar e me aceitar como pessoa, porque nunca ninguém me mostrou a imensidão que eu sempre carreguei em mim.
Me derramava em lágrimas, e quando nem percebia, era mar.
Você me via nadando desesperadamente tentando me salvar, mas não tinha coragem de olhar para meus olhos, que te admiravam antes de te conhecer.
Eu me afogava na sua vida porque acreditava na ideia de que o amor nunca chega ao fim, de que você não era uma pessoa ruim.
Talvez de fato nunca foi, mas também nunca foi bom para mim.
Tentei a todo momento me contentar com a maneira fria de você me tocar, as respostas curtas e grossas que tive que suportar, da agressão disfarçada de brincadeira que pensei que pudesse relevar.
Achei que tentar mais uma vez não custaria nada, mas você levou tudo que eu tinha.
Esperar a mudança me tirou uma parte da minha alma, custou a minha saúde mental, minhas amizades e minha opinião pessoal.
Porque seus traumas roubaram uma parte da minha pessoa, tirando tudo aquilo que dinheiro não compra.
Tentar te ensinar a como me amar foi um erro que tentei consertar dentro da tua pessoa.
Mas que me custou uma alta quantia, fazendo doer a minha própria existência.
– o meu amor não tolera tua instabilidade.