São Lourenço do Sul vai receber R$ 2,4 milhões para reconstrução da orla

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São Lourenço do Sul vai receber R$ 2,4 milhões para reconstrução da orla

Recursos são do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs); obras devem começar até o fim deste ano

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Atualizado sexta-feira,
27 de Fevereiro de 2026 às 08:14

São Lourenço do Sul vai receber R$ 2,4 milhões para reconstrução da orla
(Foto: Heitor Araújo)

O município de São Lourenço do Sul vai contar com o investimento de R$ 2,4 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para a drenagem urbana e a reconstrução de trechos da orla da praia danificados pelas enchentes de 2024. Do total, R$ 862 mil serão destinados ao Plano Diretor de Drenagem Urbana e R$ 1,5 milhão à conclusão de obras na orla, em áreas próximas ao Arroio Carahá, à Orla da Barrinha e à Ponta da Ilha.

Para o prefeito Zelmute Marten (PT), o repasse de recursos é estratégico porque o Plano de Macrodrenagem vai servir de base técnica para buscar investimentos maiores através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

Segundo ele, o plano vai orientar decisões estruturais para enfrentar os alagamentos recorrentes na cidade, como a retomada de investimentos em galerias pluviais e gabiões para proteção de margens. “O Plano de Macrodrenagem vai subsidiar tecnicamente os investimentos do PAC”, afirma.

Apesar da liberação dos recursos, as obras ainda não começam de imediato. O município está na fase de aprovação de pré-projetos junto à Caixa Econômica Federal para posterior abertura das licitações. A previsão da prefeitura é que as obras iniciem até o final de 2026.

Medidas para estações chuvosas

Com a aproximação do outono e do período de chuvas mais frequentes, a prefeitura afirma que tem adotado ações emergenciais para reduzir os impactos. Estão sendo executadas 500 horas de hidrojateamento no sistema de drenagem existente, com recursos da Defesa Civil Nacional.

Conforme o prefeito, o trabalho combina limpeza das redes com intervenções de microdrenagem. “Estamos atuando nos pontos cruciais de alagamento. Quando encontramos problemas na rede, fazemos a substituição de canos”, explicou. A medida, segundo ele, não resolve de forma definitiva, mas ajuda a amenizar os transtornos enquanto os investimentos não chegam.

Trechos na orla ainda inconclusos

Parte dos recursos será aplicada na conclusão de trechos da Orla da Praia que ficaram fora dos investimentos anteriores da Defesa Civil Nacional. Entre eles, trechos próximos ao Centro Público de Economia Solidária e dois pontos nas imediações da Pousada Verde Água. Segundo o prefeito, nesses locais o pavimento ainda não foi totalmente recuperado desde a enchente de 2024.

Desafio maior que as obras

Marten destaca que as intervenções em drenagem ajudam a enfrentar alagamentos provocados por chuvas intensas, mas há limites quando os fenômenos envolvem fatores naturais mais amplos. A cidade está às margens da Lagoa dos Patos e é cortada pelo Arroio São Lourenço e pelo Rio Carahá, características que ao mesmo tempo valorizam o turismo e aumentam a vulnerabilidade a cheias.

Para o prefeito, além de obras de infraestrutura, é necessário avançar em políticas de adaptação às mudanças climáticas. “Os municípios costeiros precisam se adaptar. Ao mesmo tempo, é fundamental uma aliança entre União, estados e municípios para enfrentar a crise climática”, concluiu.

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