Há 50 anos
O professor Otto Castagno, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apostava que em pouco tempo seria possível a extração de petróleo da Bacia de Pelotas. O pesquisador da Companhia Riograndense de Mineração até arriscou uma data, 1979, três anos depois das afirmações à imprensa, caso se confirmassem as reservas de óleo cru, também se saberia o total das reservas.
Sem entrar em detalhes dos prováveis locais onde haveria petróleo, Castagno dizia na época que na área compreendida entre entre Santa Vitória do Palmar e Rio Grande existiam sedimentos da idade terciária, período propício à formação do petróleo. Na época, o pesquisador via empecilhos em função da tecnologia de exploração de petróleo, que segundo ele, pouco tinha evoluído.
A Bacia Sedimentar de Pelotas localiza-se no extremo sul da Margem Continental Brasileira, e sua porção submersa ocupa, até o limite territorial de 200 milhas náuticas, área de 346,873 km². A parte emersa da bacia ocupa aproximadamente 40.900 km² dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Em território brasileiro, a bacia se estende desde o Alto de Florianópolis, ao Norte, limite geológico com a Bacia de Santos, até a fronteira geográfica com o Uruguai, ao Sul. A bacia recebeu o nome da cidade de Pelotas , terra natal de Rodi Ávila Medeiros, o geólogo que estudou a área.
Estudos desde a década de 1950
O primeiro pulso exploratório na Bacia de Pelotas ocorreu nas décadas de 1950 e 1960. Nesse período, a Petrobras perfurou oito poços na porção emersa, locados com base em levantamentos gravimétricos e que não constataram indícios de hidrocarbonetos. Na década de 1970 ocorreu outro pulso com a execução dos primeiros levantamentos sísmicos na região da plataforma continental.
O estudo dos dados provenientes desses levantamentos orientou a locação de sete poços na porção de águas rasas, sendo um estratigráfico e os demais pioneiros. Em nenhuma das perfurações foram identificados indícios consistentes de hidrocarbonetos.
Um novo pulso exploratório ocorreu na década de 1990 com novas aquisições sísmicas e quatro poços perfurados entre 1995 e 1996, sem a constatação de indícios significativos de hidrocarbonetos. O ciclo exploratório mais recente ocorreu após a criação da ANP em 1997. Nesse período houve a perfuração de um poço estratigráfico. A exploração na Bacia de Pelotas é considerada estratégica para o futuro energético do Brasil, especialmente diante do declínio das reservas do pré-sal, esperado para após 2030.
Fontes: site do Governo Federal; wikipedia.org
Há 90 anos
Clube Carnavalesco Atrasados coroou sua rainha em 1936
Em fevereiro de 1936, o Clube Carnavalesco Atrasados escreveu mais um capítulo de brilho na vida social de Pelotas. O imponente baile de gala realizado nos salões do Clube Caixeiral marcou a coroação de sua soberana, a jovem Conceição Medeiros de Albuquerque, eleita rainha daquele carnaval.

(Foto: Reprodução)
A expectativa movimentava o chamado “mundo elegante” da cidade. A cerimônia previa pompa e cortejo pelas ruas centrais, Paysandú (atual Barão de Santa Tecla), General Neto, Andrade Neves, Senador Mendonça, 15 de Novembro e praça Coronel Pedro Osório, reunindo representantes de outros clubes carnavalescos, como Diamantinos e Brilhante, além de guardas de honra, corpo de clarins e bandas de música.
Às 21h, a rainha de 1935, Maria Garcia Barcelos, deixaria sua residência para integrar o préstito que conduziria as soberanas até o Caixeiral. Às 23h, em meio à ornamentação caprichada dos salões, Conceição seria oficialmente coroada, acompanhada por sua corte de aias, porta-coroa e pajens – jovens da sociedade pelotense que emprestavam ainda mais encanto à noite festiva.
Pompa e originalidade
A animação ficou por conta da jazz band Chiquinho e da banda do Regimento, garantindo trilha sonora à celebração que, segundo os registros da época, prometia “máxima pompa e originalidade”. Mais do que um evento carnavalesco, a coroação simbolizava o prestígio do Clube Atrasados e a força dos bailes de gala como expressão da sociabilidade urbana nos anos 1930.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense