A Prefeitura de Piratini confirmou quatro casos de raiva animal no município, o primeiro sendo em janeiro. As ocorrências foram registradas em diferentes localidades, envolvendo um caprino no 2º Distrito, dois bovinos no 1º Distrito e um morcego encontrado na área urbana.
Conforme os agentes de endemias da Vigilância Sanitária, Estefânia Garcia e Michel Gomes, o primeiro caso foi identificado no começo do ano. Segundo Estefânia, os dois casos positivos registrados no 1º Distrito podem estar relacionados devido à proximidade com uma furna recentemente cadastrada onde havia animal doente. Já os demais casos não apresentam ligação entre si em razão da distância entre as propriedades afetadas.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que ainda aguarda o resultado de outras análises laboratoriais relacionadas a suspeitas em investigação.
Alerta sanitário
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), emitiu nesta quinta-feira (26) um alerta sanitário para a raiva dos herbívoros para o município de Piratini e as cidades vizinhas de Herval, Pedro Osório, Cerrito, Pinheiro Machado e Canguçu.
O comunicado ocorre após o registro de focos de raiva herbívora em Piratini, considerando que há um grande número de agressões a animais nos municípios da região e que ainda não houve a localização e identificação dos refúgios dos morcegos hematófagos (ou morcegos-vampiros), transmissores da doença.
A prevenção contra a raiva se dá em duas frentes: com o controle dos morcegos hematófagos e com a vacinação dos rebanhos. “Por isso reiteramos a necessidade da vacinação e revacinação dos animais suscetíveis, além da identificação dos refúgios onde ficam os morcegos. Pedimos aos produtores que fiquem atentos a esses dois aspectos”, ressalta o coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Seapi, Wilson Hoffmeister.
Orientações e prevenção
Como medida de contenção, a Vigilância Sanitária realizou o bloqueio vacinal nas localidades onde houve confirmação da doença em animais domésticos. Paralelamente, a Vigilância Epidemiológica faz o encaminhamento para vacinação antirrábica de pessoas que tiveram contato direto com animais suspeitos ou infectados.
Conforme orientação técnica, a vacinação contra a raiva em humanos ocorre apenas em situações de pós-exposição, ou seja, quando há risco após contato com o vírus. Atualmente, não existe programa de vacinação preventiva para a população em geral.
A Secretaria Municipal de Saúde recomenda que todos os tutores mantenham cães e gatos vacinados e que produtores rurais realizem a imunização de rebanhos bovinos e equinos. Em casos de suspeita da doença, a orientação é procurar imediatamente o Setor de Vigilância em Saúde.
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