“Para quem está internado, estar em um ambiente mais agradável impacta diretamente durante o tratamento”

Abre aspas

“Para quem está internado, estar em um ambiente mais agradável impacta diretamente durante o tratamento”

Maiane Teixeira - Supervisora comercial da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas

Por

“Para quem está internado, estar em um ambiente mais agradável impacta diretamente durante o tratamento”
Maiane conta que cinco leitos estão na fila para serem reformados. (Foto: Reprodução)

Criado em 2024, o projeto “Adote um Leito”, da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, mobiliza empresários e a comunidade para revitalizar quartos de internação e oferecer mais conforto aos pacientes. A iniciativa surgiu a partir de uma experiência pessoal e já garantiu a reforma de 14 leitos. Agora, a instituição também se prepara para lançar uma nova proposta: o “Adote o Centro Clínico”, com o objetivo de fortalecer a sustentabilidade financeira do hospital.

Como surgiu o projeto “Adote um Leito”?

O projeto começou em 2024, quando meu pai estava internado na Santa Casa. Nós, enquanto colaboradores, temos uma visão da instituição. Mas, como acompanhante, eu tive uma percepção diferente, porque passava muito tempo dentro do leito. Comecei a notar que pequenas melhorias, como pintura e troca de azulejos, já fariam uma grande diferença no ambiente. Percebi que, se a comunidade ajudasse com pouco, o impacto financeiro para cada um seria pequeno, mas, para o hospital, seria muito significativo.

Qual é o objetivo principal da iniciativa?

A ideia é oferecer mais conforto e acolhimento ao paciente. Às vezes, para a comunidade, é um investimento pequeno, mas, para o hospital, faz muita diferença. E, para quem está internado, estar em um ambiente mais agradável impacta diretamente na experiência durante o tratamento.

Como funciona a adoção na prática?

Visitamos empresários, apresentamos o projeto e explicamos como funciona. No início, recebemos muitos “nãos”, mas, depois do primeiro “sim”, outras empresas passaram a aderir. Hoje temos sete leitos de convênios e particulares adotados e sete leitos do SUS.

Existe limite para as reformas?

Sim. Não podemos reformar muitos leitos ao mesmo tempo, porque precisamos manter o atendimento. Então bloqueamos um por vez, realizamos a reforma e, quando ele é liberado, iniciamos outro. Inclusive, já temos fila de espera para novas adoções, com cinco leitos aguardando.

Por que o hospital precisa desse tipo de apoio?

A Santa Casa é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos. Todo recurso é reinvestido no hospital, mas nunca é suficiente. A tabela do SUS é defasada e, muitas vezes, o custo de um paciente é maior do que o valor repassado. Por isso, precisamos buscar alternativas para manter a qualidade do atendimento.

Quem pode participar do projeto?

Empresários e pessoas que queiram contribuir. A Santa Casa é um hospital das pessoas para as pessoas. Nunca se sabe quando alguém da nossa família pode precisar. Quem tiver interesse pode entrar em contato com o setor comercial para conhecer a proposta.

Além do “Adote um Leito”, a instituição já pensa em novas iniciativas?

Inclusive, estamos montando um outro projeto, o “Adote o Centro Clínico”. Por muito tempo tivemos um centro clínico onde prestamos consultas particulares e por convênios, que é a receita que nos ajuda a fazer “girar a máquina”. O espaço ficou fechado por um período e agora estamos retomando, mas, para isso, precisamos realizar uma obra de custo elevado. Por isso, estamos solicitando apoio de empresários para viabilizar essa reforma e retomar o atendimento, que ajuda o hospital a garantir uma receita recorrente.

Acompanhe
nossas
redes sociais