Durante a última reunião do Conselho Deliberativo (CD) do Pelotas, na segunda-feira, o grupo de trabalho responsável pelo entorno da Boca do Lobo, liderado por Pablo Isnardi, vice-presidente do CD, apresentou um projeto de revitalização dos flats localizados abaixo da arquibancada da avenida Bento Gonçalves.
Foi apresentado um modelo dos dez apartamentos disponíveis já reformados, com valores, custos, modelo de operação, como rentabiliza e quanto rentabiliza para o clube. A ideia é buscar novas fontes de receita e de valorização do patrimônio. Todas as unidades terão móveis planejados, novo piso, pintura, forro de gesso e melhorias nas instalações elétricas e hidráulicas. Unidades temáticas também estão projetadas dentro de um plano que envolve a qualificação da rotina dos atletas e a disponibilização dos flats para locação em plataformas digitais como Airbnb e Booking quando o Pelotas não estiver em temporada.
Isnardi destacou, em entrevista à Rádio Pelotense 99,5 FM, que o projeto dos flats já poderia ser lançado em até um mês para iniciar a busca por recursos no mercado. “A ideia é fazer a captação com investidores, mas privilegiar os investidores, conselheiros, sócios e torcedores do Pelotas, respectivamente nessa ordem”, disse o vice-presidente do CD.
Valores do projeto
Na apresentação, o grupo de trabalho expôs valores estimados de lucro para o Pelotas nos próximos anos com os aluguéis dos flats, utilizando um parâmetro conservador para que os conselheiros presentes tivessem dimensão da importância de colocar o projeto em prática.
“A gente foi conservador porque as taxas de ocupação geralmente são em torno de 50%. Então a gente jogou para 35% para ter uma margem. Os custos a gente jogou em 30% da nossa receita bruta, a gente talvez consiga reduzir eles a 20%, 25%. A gente considera em torno de R$ 40 mil para reformar cada apartamento. E o retorno disso em dez anos, que seria a proposta que a gente tem, dos dez apartamentos, é em torno de R$ 2 milhões de receita bruta”, explica Isnardi, que é arquiteto de formação.
Com o valor projetado, os investidores serão pagos e ainda deverá entrar, em média, entre R$ 70 mil e R$ 80 mil por ano nos cofres do Pelotas. Ao final dos dez anos, os apartamentos retornam integralmente ao clube, que passa a usufruir 100% da receita. “A diária vai ser dividida. A gente fez um cálculo com o investidor recebendo um pouco mais no início, até para ele receber o seu investimento de volta. E no final, um pouco mais pro clube. No final dos dez anos, é 100% pro clube. Então a gente está falando de deixar um patrimônio valorizado, de entregar resultado, performance pros atletas e também o investidor receber dinheiro com isso”, complementa o vice do CD áureo-cerúleo.
O plano prevê que cada apartamento hospede três pessoas, com uma cama de casal e uma de solteiro quando estiver em locação. Para os atletas, a configuração será de três camas de solteiro por unidade, permitindo acomodar um elenco de até 30 jogadores.





