Prefeitos pressionam Congresso por compensação financeira

agenda em Brasília

Prefeitos pressionam Congresso por compensação financeira

Mais de 1,2 mil chefes de Executivos estão mobilizados para derrubar Projetos de Leis que tramitam no Congresso Nacional

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Prefeitos pressionam Congresso por compensação financeira
(Foto: Agência CNM)

No primeiro dia de agenda em Brasília dos dez, dos 23 prefeitos da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), a manhã foi de reunião na Confederação Nacional dos Municípios (CNM), quando 1,2 chefes de executivos trataram das pautas-bombas, como vem sendo consideradas. Essas demandas foram levadas à tarde ao Congresso Nacional, na intenção de pressionar parlamentares a não aprovarem mais de cem projetos de leis sem que o governo federal garanta fontes de financiamento para projetos.

De acordo com o presidente da entidade e prefeito de Pinheiro Machado, Ronaldo Madruga (PP), os municípios não são contrários à valorização das categorias, mas defendem que o custeio seja assumido pela União. “O governo federal não pode criar benefícios transferindo a responsabilidade para estados e municípios. Quem tem a chave do cofre é o governo federal”, afirma.

Entre as propostas que preocupam os gestores está o Projeto de Lei Complementar 185/2024, que trata de aposentadoria especial para Agentes Comunitários de Saúde e pode gerar impacto bilionário aos cofres municipais, ampliando o déficit dos Regimes Próprios de Previdência. Também estão no radar o PL 1559/2021, que institui piso para farmacêuticos; o PL 2952/2025, sobre adicional de insalubridade a profissionais da educação; e o PL 4012/2024, que amplia obrigações na oferta de creches sem indicar fonte de recursos.

Madruga cita como exemplo o piso do magistério. Segundo ele, caso o município tivesse aplicado reajustes considerados irregulares no passado, o impacto poderia ultrapassar R$ 300 mil ao ano apenas em Pinheiro Machado, comprometendo a folha de pagamento. Hoje, mais de 30% das despesas com pessoal nos municípios já são destinadas ao magistério.

Outra pauta levada à capital federal é a compensação pelas perdas com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, que reduziu os repasses aos municípios. Prefeituras da Zona Sul, como Rio Grande, Pelotas e São Lourenço do Sul, registraram quedas significativas na arrecadação, segundo a Azonasul.

Na área da saúde, a entidade também busca agenda no Ministério da Saúde para pleitear aumento do teto de Média e Alta Complexidade (MAC) e a habilitação definitiva de dez leitos de UTI adulto na Santa Casa do Rio Grande, referência regional.

As discussões ocorrem em meio a um ano eleitoral. Para o presidente da Azonasul, parte das propostas tem caráter “mais político do que técnico”, ao não indicar de onde sairão os recursos.

Eleições

Na sexta-feira (20), a Azonasul realiza Assembleia Geral Ordinária para apreciação do relatório anual, prestação de contas e a eleição e posse da nova diretoria para o período 2026/2027. O prefeito de Santa Vitória do Palmar, André Selayaran Nicoletti (MDB), deve assumir a presidência da entidade.

 

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