A Delegacia de Polícia de Capão do Leão deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a segunda fase da Operação Rede Pix. A ação é o desdobramento de uma investigação que visa desarticular uma organização criminosa responsável por um roubo violento com cárcere privado, ocorrido no final de 2025.
Para esta nova etapa, o Poder Judiciário expediu 11 ordens judiciais, sendo sete Mandados de Busca e Apreensão (MBA) e quatro Mandados de Prisão Preventiva. Até o momento, o balanço das atividades aponta que todos os mandados de busca foram cumpridos. Um homem e uma mulher já foram presos e outro casal permanece foragido.
Investigação
A segunda fase da operação foca no núcleo operacional da facção. Segundo informações da Polícia Civil, os principais pontos que sustentam as medidas judiciais são:
- Individualização da autoria: O cruzamento de dados de inteligência permitiu identificar os executores que atuaram diretamente na residência das vítimas, onde a família foi mantida em cárcere por cerca de 73 horas.
- Logística familiar e lavagem de dinheiro: A investigação revelou que o grupo utilizava laços familiares para a movimentação de valores e ocultação de bens. Em episódios de tentativa de uso dos cartões das vítimas, os investigados chegaram a utilizar crianças como anteparo para tentar conferir uma aparência de “normalidade” às transações fraudulentas.
- Rastreamento financeiro: Foi identificada uma complexa rede de “contas laranjas” que receberam os valores subtraídos via pix, com destinos pulverizados em estados como Amazonas e Paraná, visando dificultar a recuperação dos ativos.
Histórico
O crime investigado ocorreu em dezembro de 2025, na Avenida Eliseu Maciel, em Capão do Leão. Na ocasião, criminosos armados invadiram uma residência, subtraindo veículos, armas de fogo e grande quantia em dinheiro por meio de transferências digitais forçadas.
A Polícia Civil destaca que a operação continua e novas prisões podem ocorrer a qualquer momento.