A tradicional Feira do Produtor do balneário Cassino é oficialmente Patrimônio Cultural Imaterial do Município do Rio Grande. A Lei nº 9.400 foi assinada pela prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira (PT), durante ato realizado na própria feira no final de semana. A proposta é de autoria do presidente da Câmara, vereador Paulo Rogério Gomes (Cidadania).
Com quatro décadas de existência, a feira é considerada a mais antiga do litoral gaúcho. Criada inicialmente para atender visitantes da antiga colônia de férias da Refinaria Ipiranga, tornou-se, com o decorrer do tempo, o ponto de encontro semanal de moradores e veranistas, sempre aos sábados pela manhã, na Avenida Atlântica.
Atualmente, a feira reúne 55 produtores de Rio Grande, São Lourenço do Sul, Pelotas e Morro Redondo, que comercializam alimentos in natura, produtos de agroindústrias familiares e artesanato rural. Durante o verão, a expectativa é receber mais de cinco mil visitantes.
Para o secretário do Cassino, Miguel Satt, o reconhecimento fortalece a agricultura familiar e amplia a qualidade dos produtos. “Essa honraria demonstra a qualidade do que é ofertado aos consumidores e confirma o trabalho feito pelos nossos produtores rurais, das ilhas e do interior. É um incentivo à agricultura familiar e mostra que a atenção dada pelo Executivo ao setor tem sido exitosa”, disse.
Além do título, a feira também será contemplada com R$ 400 mil, por meio de emenda parlamentar do deputado Alexandre Lindenmeyer (PT), destinados à requalificação do espaço e construção de novas bancas. Segundo Satt, o objetivo é ampliar não apenas a estrutura de comercialização, mas também o caráter cultural do local. “Virou um point do Cassino, com feiras de artesanato, música e apresentações de artistas locais”, define.
O ato contou com a presença de representantes da Emater, FURG, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e secretários municipais. A jovem Ana Júlia Bastos de Carvalho foi designada Embaixatriz da Feira e recebeu uma cópia da lei durante a cerimônia.