Poucos dias, muitas definições pela frente

Editorial

Poucos dias, muitas definições pela frente

Poucos dias, muitas definições pela frente
(Foto: Jô Folha)

A região terá, já na semana que vem, um cenário completamente nas suas rodovias. Após 28 anos, encerra-se o contrato com a Ecovias Sul e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assumirá a gestão das BRs-116 e 392. Em um primeiro momento, o fluxo de trânsito será desviado pela lateral das praças, onde hoje passam os veículos com as tags de pagamento automático. Mas essa não é a principal mudança.

A mais gritante, e mais celebrada pela comunidade, é a tarifa de quase R$ 20, uma das mais caras do país, deixará de ser paga. O preço exagerado praticado durante anos fez com que a região pegasse um verdadeiro trauma de rodovias concedidas. O contrato, mal amarrado lá atrás, repercutiu por anos negativamente e não houve jeito, a não ser esperá-lo acabar. Agora acabou e precisamos seguir em frente com a lembrança de que, para a próxima concessão, é fundamental ter clareza e um desenho justo voltado ao desenvolvimento regional.

Mas há um outro ponto fundamental de ser pensado, e mais preocupante. As prefeituras é quem serão responsáveis pelos serviços de guinchos e ambulâncias nas rodovias. Quando houver alguma pane elétrica ou algum acidente, é para o Samu e para a Polícia Rodoviária Federal que os cidadãos devem ligar. O problema é que as prefeituras já avisaram que não têm capacidade de fazer essa gestão, inclusive com mensagens da Azonasul ao Ministério Público. O outro é que os órgãos de segurança, conforme informou A Hora do Sul na semana passada, têm uma média de três pedidos de socorro à Ecovias por semana em trechos fora de concessão. Ou seja, sequer davam conta do que eram responsáveis, e agora passarão a ter mais trechos para cuidar.

Diante disso tudo, é fundamental que essa semana seja dedicada a pedidos de reforço por parte das polícias, prefeituras e além. Não podemos correr o risco de, a partir do dia 4, termos mais um acidente grave na região e não saber a quem recorrer. Ou faltar ambulâncias, pessoal, enfim. Tudo precisa ser esclarecido, desenhado, planejado e bem comunicado. Afinal, acima de tudo, são vidas em jogo.

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