Destelhamento causado por tornado pode atrasar volta às aulas

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Destelhamento causado por tornado pode atrasar volta às aulas

Emei Bernardo de Souza está entre as 16 instituições afetadas pelo fenômeno climático

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Atualizado quinta-feira,
19 de Fevereiro de 2026 às 14:44

Destelhamento causado por tornado pode atrasar volta às aulas
Tornado arrancou telhas da Emei Bernardo de Souza. (Foto: Jô Folha)

A passagem de um tornado na última quinta-feira (12) causou estragos em 16 escolas da rede municipal de Pelotas. A instituição mais impactada foi a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Bernardo de Souza, que pode não conseguir iniciar o ano letivo na data oficial, marcada para segunda-feira (23). A situação do prédio ainda está em análise e não há previsão para a conclusão dos reparos.

As unidades foram vistoriadas pelo serviço de manutenção escolar ainda na tarde do temporal e ao longo do dia seguinte. As equipes identificaram infiltrações, destelhamentos e outros danos estruturais. “Aconteceu de telhas de casas vizinhas voarem e atingirem os telhados das escolas, causando furos. Em outros casos, foram danos menores, como calhas que saíram do lugar e precisaram ser recolocadas. Em algumas escolas, entrou bastante água pelas janelas”, relata a secretária interina de Educação, Vitória Seldens.

O prefeito Fernando Marroni (PT) afirma que as equipes já estão mobilizadas para os reparos. “Houve queda de forro, destelhamentos e outros danos provocados pela chuva, mas são situações pontuais. A própria Secretaria de Educação ficou interditada. O prédio é alugado e está em péssimas condições. Estamos fazendo o máximo de esforço para resolver tudo o mais rápido possível”, declarou.

Segundo a secretária interina, a maior parte das instituições já conseguiu realizar os reparos necessários e deve iniciar as aulas dentro do prazo previsto. Isso foi possível graças ao Plano de Aplicação de Recursos Financeiros (Parf) e ao apoio da equipe de manutenção escolar.

Bernardo de Souza

A principal preocupação da Secretaria de Educação é a Emei Bernardo de Souza, localizada no Centro, na esquina das ruas Padre Anchieta e Rafael Pinto Bandeira. O prédio sofreu danos mais significativos no telhado. “Algumas telhas de barro – que são antigas e ficam em uma parte mais alta da estrutura – se desprenderam, abrindo áreas maiores”, explica Vitória.

De acordo com Marroni, será necessária uma contratação emergencial para a recuperação do prédio. “Talvez a única escola que tenha atraso no início do ano letivo seja a Bernardo de Souza, porque é uma obra que demanda um pouco mais de tempo. Mas faremos a contratação emergencial com agilidade para que não haja prejuízo às crianças”, garantiu o prefeito.

A Secretaria de Urbanismo (Seurb) está elaborando o projeto de manutenção com base na avaliação técnica das condições do prédio. Ainda não há estimativa de prazo para a conclusão da obra.

Quanto à situação dos alunos, a secretária afirma que a pasta trabalha com diferentes possibilidades, que dependem do diagnóstico técnico da Seurb. “Caso seja um serviço rápido, por se tratar de uma questão climática, a legislação permite que essas aulas sejam recuperadas posteriormente. Claro que queremos que todas as escolas iniciem o ano normalmente, mas, se for necessário, existe essa alternativa”, afirma.

A pasta, no entanto, trabalha com a expectativa de que o reparo seja realizado em curto prazo. Novas informações sobre as obras e o calendário escolar dos estudantes devem ser divulgadas em breve pela prefeitura.

Escolas afetadas

  • Colégio Municipal Pelotense;
  • Centro de Atendimento ao Autista Dr. Danilo Rolin de Moura;
  • Emef Carlos Laquintinie;
  • Emef Piratinino de Almeida;
  • Emef Cecília Meireles;
  • Emef Saldanha da Gama;
  • Emef Dona Mariana Eufrásia;
  • Emef Dr. Joaquim Assumpção;
  • Emef Luciana de Araújo;
  • Emef Núcleo Habitacional Dunas;
  • Emef Dr. Alcides de Mendonça Lima;
  • Emef Olavo Bilac;
  • Emef Ferreira Vianna;
  • Emei Bernardo de Souza;
  • Emef Francisco Caruccio;
  • Emef Dr. Berchon.

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