A Associação Brasil Futsal (ABF) inicia a pré-temporada nesta quinta-feira (19). Campeão da Série Ouro da Federação Gaúcha de Futsal (FGFS) em 2022, o Rubro-Negro se apresenta para testes físicos e o primeiro trabalho sob comando do novo técnico, Leandro Maguila, mirando a edição deste ano da elite estadual, cujo início está marcado para 2 de maio.
“Nossa meta é chegar no mínimo entre os quatro. Fizemos alguns investimentos, vamos trazer alguns atletas de ponta, um treinador eleito três vezes o melhor do Estado. As expectativas são altas e vamos tentar dar o máximo”, afirma o presidente da ABF, Jerry Santos, à Rádio Pelotense 99,5 FM.
No calendário, além da Série Ouro, a equipe lourenciana disputará a Copa RS da FGFS e, possivelmente, um dos torneios organizados pela Liga Gaúcha. O orçamento deve superar um pouco o de 2025: a expectativa é de que o número gire em torno de R$ 1,5 milhão na atual temporada – no ano passado, o montante ficou na casa de R$ 1,3 milhão.
O valor considera todos os recursos, incluindo permutas. O projeto tem o apoio de empresas e da prefeitura de São Lourenço do Sul e financiamentos de origem federal e estadual – neste último caso, por meio do programa ProEsporte. No entanto, o orçamento ainda segue distante das potências gaúchas, como ACBF, de Carlos Barbosa, Atlântico, de Erechim, e Passo Fundo, que também disputam a Série Ouro.
“O investimento de uma ACBF, um Atlântico, um Passo Fundo, que joga o Campeonato Brasileiro, gira em torno de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões [por ano]. A gente não tem, às vezes, nem um terço do que essas equipes de ponta investem. Cada vez eles vêm aprimorando mais, investindo mais”, contextualiza Jerry.
Elenco
Leandro Maguila terá à disposição uma série de atletas cujos contratos foram renovados para 2026. Na linha, Bolinha, Endrigo, Gabriel Lima, Geyo, Kaká, Matheus Ramires, Rafinha Insaurriaga, Renan Schwochow, Teixeira e Bad, além dos goleiros Jean Pierre, Diny Voss e Juan.
As novidades oficializadas por enquanto são o goleiro João Vitor, o Nikinho, nome conhecido do futsal de Pelotas e Rio Grande; o ala Guga, um dos destaques do Jaguarão, que também está na Série Ouro; e o pivô Ranieri, o Rani, contratado após passagem pelo Tapejara.
“A gente tenta pegar os melhores atletas da região, os que despontam no ano anterior. Procuramos nos fortalecer dessa maneira, dentro de uma realidade fiscal, até porque a gente presta conta de tudo isso, então precisamos todos os anos estar legalmente corretos”, diz o presidente da ABF.
Mais caras novas chegarão antes do início da Série Ouro. Entre eles, segundo Jerry, um atleta com passagem pela seleção brasileira. A realidade do elenco ainda é bem dividida: alguns vivem apenas do futsal, enquanto outros precisam adaptar a rotina de treinamentos a outros afazeres pessoais e profissionais.
Recusa ao Brasileiro
Com planos de construir um ginásio maior e disputar uma competição nacional de pontos corridos, a ABF recusou recentemente um convite para participar do Campeonato Brasileiro organizado pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS). Essa disputa iniciou em 2023 após rompimento da entidade com a Liga Nacional de Futsal (LNF), outro campeonato de elite no país.
A razão da negativa é justamente a falta de um ginásio apto a sediar partidas do Brasileiro. O Rubro-Negro manda seus jogos no ginásio do Esporte Clube São Lourenço. Apesar da necessidade de avançar em termos estruturais para dar o salto ao nível nacional, a direção da associação não pretende deixar a cidade que abraçou o projeto após a chegada desde Pelotas.
“Não adianta ter o patrocínio de São Lourenço do Sul, fazer toda a divulgação e não poder jogar dentro do município. Temos os pés bem no chão sobre essa situação e valoriza muito o empresário local, as empresas que nos patrocinam. Enquanto não tivermos o ginásio local, a gente não pretende jogar fora dos domínios”, argumenta Jerry Santos.
