Rainhas dos cordões carnavalescos recebem suas coroas em eventos festivos

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Rainhas dos cordões carnavalescos recebem suas coroas em eventos festivos

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Há 90 anos

O Carnaval em fevereiro de 1936 marcou uma grande movimentação nos clubes sociais de Pelotas. Além dos bailes, o momento era propício para a troca de tituladas. Como fizeram os Cordões Carnavalescos Chove Não Molha, que coroou Zilá Pereira Alves, que Fica Ahí, que promoveu um baile para a soberana Mosinha Correia.
A festa de coroação de Zilá ocorreu no Teatro Coliseu, para onde a soberana foi conduzida pela sua corte e comissões dos cordões locais. O cortejo saiu da casa da homenageada, na rua Gonçalves Chaves, às 21h, e seguiu pelas ruas General Neto, 15 de Novembro, General Telles, General Vitorino (atual Benjamin Constant) até o antigo teatro. O grupo era puxado por clarins, com o primeiro estandarte do Grupo Carnavalesco Chove Não Molha e segundo porta-estandarte eleito, Breno Barbosa.

Formação do cortejo

Os cordões representados no evento foram: Quem Ri; Espia Só, Depois da Chuva e Está Tudo Certo. O cortejo ainda contou com carros conduzindo 25 aias, vestidas a rigor, um “servo” de sua majestade, além de uma comissão do próprio Chove e com as porta-coroas, as meninas Julieta M.Pereira e Nair de Araujo Alves e os pajens, José Carlos Alves e Manoel F.Soares. O veículo da rainha do cordão levava Zilá e a soberana de 1935, Noemi Oliveira, além do presidente da entidade.
Na época a jovem era estudante do terceiro ano da escola complementar. O vestido de Zilá foi exposto antes da coroação, durante dois dias na vitrine da loja Bazar da Moda, que fica no edifício Glória, na esquina das ruas Andrade Neves e Floriano Peixoto, comércio este que posteriormente foi rebatizado para Lojas Mazza.

Aclamada em janeiro

Mosinha Correia foi aclamada em 28 de janeiro, em uma festa realizada na sede social do Cordão. Durante o evento também foram homenageados os grupos carnavalescos Silêncio, Caipiras do Fica, Luva Preta e Segura que o Amor é Nosso.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 50 anos

Pelotas obtém reconhecimento pela produção e industrialização do arroz

Em janeiro de 1976, Pelotas consolidava sua posição estratégica na orizicultura gaúcha ao sediar o 14º Congresso Estadual de Orizicultores. O encontro ocorreu de 30 de janeiro a 1º de fevereiro, na então Escola Técnica Federal de Pelotas, reunindo produtores, técnicos e empresários em torno dos desafios e perspectivas do setor, um dos pilares da economia do Rio Grande do Sul.

Naquele contexto, chamava atenção o protagonismo da empresa Pelotas Arroz Ltda., integrante do Grupo Fonseca Junior, instalada na chamada Zona da Várzea, nas proximidades do Porto de Pelotas. Ali funcionava um dos maiores complexos industriais de secagem, beneficiamento, armazenagem e comercialização de arroz do Estado.

Desde 1957

O parque fabril ocupava quatro quadras, somando cerca de 40 mil metros quadrados de área construída. A estrutura incluía oito unidades de secagem, seis engenhos e capacidade de armazenagem estimada em três milhões de sacos, na época, a maior entre empresas privadas do setor no Rio Grande do Sul e possivelmente do país. A capacidade de beneficiamento alcançava 170 sacos de 60 quilos por hora, índice que colocava a indústria na liderança estadual.

Atuando na armazenagem desde 1957 e como exportadora a partir de 1974, a empresa investia em modernização de métodos e equipamentos. Balanças de alta tonelagem, empilhadeiras automáticas e esteiras transportadoras integravam um plano de racionalização voltado ao aumento de eficiência e rentabilidade.

Confiante no crescimento da agricultura gaúcha, a Pelotas Arroz preparava ainda o lançamento de marcas próprias, Sublime, Tetéia e Tio Sam, voltadas ao mercado doméstico.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

 

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