“Acho uma pena a região Sul não ter equipes na elite do futsal pelo tanto de gente que forma”

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“Acho uma pena a região Sul não ter equipes na elite do futsal pelo tanto de gente que forma”

Marcelo D’Avila - Pelotense, preparador físico do Marcílio Dias Futsal

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Atualizado domingo,
15 de Fevereiro de 2026 às 10:21

“Acho uma pena a região Sul não ter equipes na elite do futsal pelo tanto de gente que forma”
(Foto: Divulgação)

Graduado em Educação Física na UFPel, o pelotense Marcelo D’Avila deixou a cidade em 2021 para residir em Santa Catarina. Antes, somou experiências no futsal da dupla Bra-Pel e no Paulista. Desde o ano passado, é preparador físico do Marcílio Dias Futsal, de Itajaí (SC). O projeto do Marinheiro foi retomado e disputará pela segunda temporada o Catarinense Série Prata. Os trabalhos começaram na segunda-feira e a competição inicia em 21 de março. O objetivo é participar de um campeonato nacional em 2027 – Liga Nacional ou Brasileiro, organizados por entidades diferentes.

Como é a realidade no Marcílio Dias e no futsal catarinense?

É um campeonato muito forte, difícil de jogar, onde a gente busca o acesso à Série Ouro. É um dos estaduais mais fortes, se não o mais forte do Brasil, conta com diversas equipes da Liga Nacional – Tubarão, Blumenau, Joaçaba, Jaraguá, São Lourenço, Joinville. O projeto aqui é novo, foi criado no ano passado. A prefeitura aqui da cidade gosta muito do futsal, são basicamente ex-atletas, e o futsal aqui estava esquecido há 20 anos. Retomaram esse projeto no ano passado, foi um ano difícil para nós. A gente basicamente retomou o projeto e foi dar a cara a tapa. Jogamos o Catarinense Série Prata e não conseguimos o acesso. É o objetivo da temporada 2026. Esse ano as coisas melhoraram.

O que mais diferencia o futsal em Santa Catarina do futsal no Rio Grande do Sul, principalmente aqui na região?

Acho uma pena a região Sul não ter equipes na elite do futsal pelo tanto de gente que forma. Hoje tem clubes formadores – sempre teve, na realidade. Paulista, Brilhante, Agremiação… É uma pena os projetos não darem seguimento. O que vejo muito no futsal são cidades menores, onde a cidade acaba comprando o projeto, a prefeitura investe no esporte. Aqui a Série Prata são sempre cidades menores, mas com jogos muito difíceis, ginásios lotados, cidades com poucos habitantes, às vezes até com menos de 20 mil habitantes, e sábado à noite o evento da cidade é o jogo. Santa Catarina é forte no futsal, mas o Rio Grande do Sul nem se fala.

A maior dificuldade é dar seguimento. Vi que o Paulista vai voltar com as atividades no adulto, mas sempre essa oscilação. Teve o projeto, em 2019 a gente fez uma excelente, chegamos a ganhar da Assoeva dentro do Paulista, algo incrível, um clube universitário, semiprofissional naquela época, ganhar de um time de Liga Nacional. Falta investimento, acho que poderia ter um olhar diferente para o esporte, porque o Rio Grande do Sul é uma potência nacional. Mas o projeto precisa ter continuidade, formato.

O Trairagem [ATF Pelotas, representante da cidade na Série Prata da FGFS em 2026] jogou agora, hoje diversas equipes da região jogam. Arroio Grande, Jaguarão, sempre muito fortes. Precisa olhar com carinho para a modalidade. Pelotas, com o tamanho que tem e o que forma de atletas, precisa ter uma equipe na elite do futsal gaúcho. Mas precisa ter investimento. A prefeitura tem que abraçar, empresas privadas têm que abraçar.

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