Ecovias Sul registrou um atendimento fora da concessão a cada cinco dias em 2025

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Ecovias Sul registrou um atendimento fora da concessão a cada cinco dias em 2025

Levantamento reacende debate sobre estrutura de atendimento nas rodovias com a proximidade do fim do contrato

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Atualizado sábado,
14 de Fevereiro de 2026 às 11:15

Ecovias Sul registrou um atendimento fora da concessão a cada cinco dias em 2025

Um levantamento da Ecovias Sul mostra que a concessionária realizou 71 atendimentos fora do trecho sob concessão ao longo de 2025, o que representa uma média aproximada de uma ocorrência a cada cinco dias. Nos primeiros 40 dias de 2026, já foram 11 apoios solicitados por órgãos públicos ou usuários em rodovias sem cobertura contratual.

Os dados ganham relevância diante da aproximação do fim da concessão, prevista para o dia 4 de março, e levantam questionamentos sobre como ficará a estrutura de atendimento às ocorrências nas estradas da região. Órgãos públicos já discutem como manter a capacidade de resposta.

Na avaliação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a corporação acredita que conseguirá absorver a demanda dentro de suas atribuições. O chefe da delegacia de Pelotas, Daniel Pitrez, lembra que a instituição tem atuação anterior às concessões.

“A concessão de rodovias, sabidamente, traz comodidade aos usuários. Contudo, a PRF tem um histórico bastante mais longo. A concessão é um fato moderno quando comparada à nossa instituição”, defende.

Ele reconhece, porém, que a retirada da estrutura da concessionária pode trazer reflexos práticos: “A ausência da estrutura posta à disposição ao longo do trecho, especificamente para essa finalidade, claro que deve causar algum impacto no tempo de resposta”.

Segundo Pitrez, a sinalização continuará sendo feita pela PRF, e parte da estrutura usada hoje deve ser revertida à União. O reforço de efetivo, no entanto, não está previsto. Questões como manutenção da rodovia e sinalização seguem sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Integração entre municípios

Já o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) afirma que está se reorganizando regionalmente para garantir o atendimento. A estratégia envolve integração entre municípios, Corpo de Bombeiros e a Central de Regulação de Urgência de Pelotas.

A preocupação com o tempo de resposta existe, segundo a própria instituição: “Por isso, Pelotas e Rio Grande já solicitaram ampliação de frota”. Entre os pedidos estão novas ambulâncias, viatura de intervenção rápida com médico e implantação de rádios digitais para agilizar a comunicação entre equipes.

Limitações estruturais

Já o comando regional do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul afirma que as instituições vêm se reunindo desde o início do ano para definir estratégias conjuntas com prefeituras, SAMU, PRF e o DNIT.

A capitã Luciana Gonçalves, que responde pelo comando geral, ressalta que nem todas as ocorrências são de responsabilidade direta dos bombeiros e que há limitações estruturais. “Consideramos muito importante a estrutura que era fornecida pela concessionária, pois são equipamentos que o poder público não dispõe”, declara.

Segundo ela, o governo estadual e o comando da corporação já acompanham a situação e buscam alternativas para manter um atendimento eficaz.

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