Há 50 anos
Em fevereiro de 1976 Pelotas registrava 103.317 mil eleitores qualificados junto aos Cartórios Eleitorais das 34ª e 60ª zonas, respectivamente, votantes das áreas urbana e rural, na época. O número dava ao município o título de segundo maior colégio eleitoral gaúcho, perdendo apenas para a capital, Porto Alegre, onde não ocorriam eleições diretas para prefeito e vereadores, na década de 1970.
Em levantamento feito na época, após a eleição de em 15 de novembro de 1972, quando os pelotenses elegeram o prefeito Ary Alcântara e vereadores, o número de eleitores tinha se elevado para 15.938, em menos de quatro anos. Também no período, segundo registravam os Cartórios Eleitorais, o número de mulheres cadastradas com o título de eleitor também tinha crescido.
Estavam aptas para votar 46.530 mulheres e 56.787 homens, uma diferença que, segundo as autoridades, diminuía gradativamente. “A participação de mulheres nos pleitos em Pelotas toma vulto rapidamente”, divulgou a pesquisa.
Quanto à filiação partidária, a Arena era majoritária, contando com um total de 2.718 pessoas contra 1.420 do MDB. Naquele ano, 894 mulheres estavam filiadas à Arena e 412 ao MDB.
Considerando-se que, de acordo com os índices de abstenções, votos em branco e nulos das eleições daquele período, dos pouco mais de 103 mil eleitores, aproximadamente, apenas 90 mil votos seriam aproveitados no futuro pleito. Na época se calculava que o candidato a prefeito de Pelotas que conseguisse 45.001 votos teria a eleição assegurada.
Quanto aos vereadores num cálculo aproximado, prévio e hipotético, o candidato que conseguisse 4.285 votos teria garantida sua eleição.
Denominada por parlamentares pelotenses como “a corrida do ouro”, a expectativa dos políticos era de que a eleição de 15 de novembro de 1976 seria muito concorrida. “Exigirá, principalmente no que se refere aos candidatos à cadeira no Legislativo pelotense, um trabalho pré-eleitoral equilibrado, constante e árduo, prevendo-se, por isto mesmo, que deverá haver considerável alteração na atual composição da Câmara”, declarou um representante da Arena.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 90 anos
Irene Marasco é coroada a rainha do Clube Carnavalesco Brilhante
O 12 de fevereiro de 1936 marcou a coroação da rainha do Clube Carnavalesco Brilhante. A soberana escolhida, Irene Marasco, foi homenageada em um grande evento no salão do Centro Português 1º de Dezembro, totalmente decorado pelo artista Paulo Viola, que chegou a confeccionar um trono.
Coube a Antônio Marasco, irmão de Irene, ser o porta-estandarte do evento. O desfile das cortes que acompanharam as rainhas Iná Costa e Irene Marasco começou às 22h, partindo da casa da nova titulada, na rua General Osório.
O desfile passou por ruas como Doutor Garcia (atual Lobo da Costa), Praça 7 de Julho (Dom Antônio Zattera) e ruas 15 de Novembro e General Neto. A chegada ao Centro Português ocorreu por volta das 23h.
Carnaval
Prestigiaram o evento jovens de clubes sociais de outras cidades, como Rio Grande. A Sociedade Recreio Familiar, por exemplo, foi representada por associadas vestidas com elaboradas fantasias, aproveitando o clima de Carnaval. Toda a festividade foi transmitida pela Sociedade Rádio Cultura.
A fantasia mais original, o melhor grupo e a mulher mais elegante foram premiados, com presentes oferecidos pelos comércios Bazar da Moda, Boneca Pelotense e Companhia Rhodia Brasileira.
A noite foi encerrada com uma batalha de confetes, serpentinas e lança-perfumes, material típico usado nas festas carnavalescas da época e que foi fornecido pelo clube.
Fonte: Acervo BPP