Nicole Silveira estreia nesta sexta-feira (13) nos Jogos Olímpicos de Inverno. As primeiras descidas da rio-grandina pela etapa classificatória do skeleton na pista de Cortina d’Ampezzo, na Itália, estão marcadas para 12h e 13h48min (horário de Brasília). As sessões oficiais de treinamento terminaram nesta quarta, e a atleta registrou seu melhor tempo na preparação.
Pela terceira vez durante os treinos, o tempo de Nicole ficou entre os dez melhores considerando as 25 competidoras. O Cortina Sliding Centre, onde são disputadas as provas do skeleton, tem uma pista de 1.445 metros com 16 curvas. O melhor tempo da brasileira foi de 58,01 segundos, o décimo melhor da quinta bateria de descidas.
Para se ter uma ideia, o registro da rio-grandina foi 0,89 segundo mais alto que o da alemã Jacqueline Pfeifer, dona do melhor tempo, com 57,12 segundos. Jacqueline, inclusive, venceu a etapa da Copa do Mundo de Skeleton em Cortina d’Ampezzo, em novembro do ano passado. O título da última Copa do Mundo, na soma das etapas, ficou com Kim Meylemans, esposa de Nicole.
Esta é a segunda participação de Nicole Silveira em uma edição das Olimpíadas de Inverno. Em 2022, ela foi a 13ª colocada em Pequim, na China, a melhor colocação da história de um atleta brasileiro no skeleton.
Brasileiros eliminados no snowboard
Nesta quarta, Pat Burgener e Augustinho Teixeira disputaram as classificatórias no snowboard halfpipe. Pat, nascido na Suíça e cuja mãe adquiriu nacionalidade brasileira ainda na adolescência terminou com a 14ª melhor nota. Augustinho, nascido na Terra do Fogo e filho de mãe brasileira e pai argentino, acabou em 19º. Apenas os 12 melhores passaram para a final.
Desde as 9h (de Brasília) desta quinta, tem Brasil no esqui cross-country – dez quilômetros feminino técnica livre, com Bruna Moura e Eduarda Ribera. As Olimpíadas de Inverno são transmitidas por SporTV e GE TV.
O skeleton
Na modalidade, o atleta se lança em um trenó composto por metal e plástico e desce a pista de cabeça. Os equipamentos necessários são um capacete de fibra de vidro, sapatilhas com miniagulhas na sola para dar tração durante a largada e um speed suit, espécie de macacão com tecido desenvolvido para reduzir o atrito.
Assim como o bobsled, a origem do esporte remonta ao século 19, com a popularização dos trenós como meio de transporte em regiões montanhosas. Alemanha, Áustria, Suíça, Reino Unido e Canadá estão entre os países de maior destaque nas competições internacionais, mas a modalidade vem se expandindo para outras nações, como Coreia do Sul, Austrália e o próprio Brasil.
Cada pista possui um trajeto diferente, com sinuosidade e comprimento específicos. A posição do corpo e os movimentos com a cabeça e os ombros, além da pressão exercida nas placas do trenó, são determinantes para direcionar o atleta durante a descida.