“O mercado se acostumou com um Brasil que cobra barato”. A frase do sócio fundador da Pluri Sports e consultor da SAF do Xavante, Fernando Ferreira, em entrevista à Rádio Pelotense 99,5 FM nesta quarta-feira (11), ajuda a explicar o movimento iniciado pelos novos gestores do clube – a transição de modelo administrativo está em fase final.
O processo de reposicionamento da marca no mercado pode até mesmo gerar a tomada de decisões de impacto para a transmissão da mensagem. Um dos cenários envolve iniciar a temporada 2026 com a camisa “em branco”, ou seja, sem patrocinadores, na Série D do Brasileirão, cuja abertura ocorre no fim de semana dos dias 4 e 5 de abril.
“Há uma consciência aqui que se, precisar deixar a camisa do Brasil por um tempo em branco, sem patrocinador nenhum, para fazer o mercado entender o quanto vai ser levada a sério essa questão de posicionamento da marca do Brasil dentro de valores, que são os valores que fazem jus ao poder da marca, ao poder da torcida, ao poder do clube em si, será feito”, sustenta Fernando.
Sob a ótica do economista, que costuma se manifestar como um porta-voz do Consórcio Xavante – grupo que está adquirindo 90% das ações da SAF -, o Rubro-Negro historicamente não entrega “nada” aos parceiros e polui o uniforme, sem uma política de preço definida.
No último jogo do Brasil, a vitória por 2 a 0 sobre o Aimoré que rendeu o título da Copa FGF, em 30 de novembro, estamparam a camisa xavante as marcas Gol do Rayo, Biscoitos Zezé, Radiologue, Vetorial Internet e Criare – fornecedora do material.
Autossustentabilidade
Negociações com potenciais parceiros já começaram, com diferentes níveis de exposição apresentados. Conforme o consultor da SAF, existe uma sinalização de que parte do mercado entendeu a mensagem depois de uma resistência inicial. Para ele, a autossustentabilidade do clube é essencial.
“O que garante a perenidade no longo prazo é a sustentabilidade, porque os investimentos vão acontecer”, afirma.
“Ninguém vai brincar em serviço com relação a esse tema, e acho que nós vamos ter uma resposta muito positiva e rápida, porque 5 de abril [abertura da Série D] está aí, e nós temos ainda muita coisa para fazer. Esse lado do patrocínio tem uma relação direta com a questão orçamentária”.
