Pelotas é conhecida nacionalmente por sua história, casarões, belezas naturais, e, desde 2018, é reconhecida como Patrimônio Material e Imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com isso, a arquitetura dos prédios e monumentos foi tombada como patrimônio material e a tradição doceira como imaterial.
O professor e doutor em Turismo e Hotelaria, Guilherme Velasquez, que atualmente coordena o curso de Turismo na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), conta que a cidade oferece uma experiência ampla aos turistas que escolhem conhecer sua gastronomia, arquitetura e a própria história de perto. Para ampliar o potencial turístico, até sexta-feira (13) acontece a 12ª Semana Acadêmica do Turismo, no Campus Anglo, aberta à comunidade em geral. A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo @semanaacademica.turismo.
Por que a proposta de explorar vários temas relacionados ao turismo de experiência que a pessoa terá em cada área como hotelaria, gastronomia e até a fotografia?
O turismo de experiência está em voga, as pessoas querem, ao fazer turismo, ter a vivência autêntica na localidade, e foi isso que entendemos como importante para a Semana. A fotografia, por exemplo, porque estamos vivenciando nos últimos tempos, o quanto a imagem influencia numa tomada de decisão. Os restaurantes têm investido numa veiculação de imagem adequada, os estabelecimentos de hospedagem e mesmo os municípios ao divulgarem seus espaços, sejam eles públicos, privados. Então, é meio que condição inerente desse profissional contemporâneo do turismo conseguir transmitir a essência daquela localidade.
Uma oficina de doce de compota também será oferecida?
Na temática de proporcionar experiências, pensamos em trazer algo que é daqui. E o doce feito no tacho representa bem a proposta. A gente entende do quão importante e válido é esse saber doceiro com a utilização dos ovos. Acho que Pelotas se projeta muito e, por vezes, ofusca um pouco o doce clássico de tacho, de panela, que é tão brasileiro, tão pelotense. Então, a gente fez questão de tentar trazer também para sociedade a oportunidade de reviver algo que, na minha memória afetiva, minha avó e minha bisavó faziam.
O outro ponto será sobre o restauro dos Casarões. Qual a importância desses prédios para o nosso turismo?
Eu não sou de Pelotas, vim transferido de uma universidade na região Centro-Oeste do país. E o que me fez encantar pela cidade foi esse cenário. Pelotas é um diamante. A gente paga tão caro para ir ao Nordeste para tirar foto no Pelourinho ou em Olinda, não que elas não tenham o seu merecimento, mas a gente tem algo muito vivo aqui. Pelotas tem uma energia diferenciada. Obviamente também com suas questões que precisam ser resolvidas, porque a gente está falando de um país como o Brasil. Mas, o Centro Histórico de Pelotas, não só traz surpresas aos visitantes, mas hoje a gente tem falado muito de um turismo cidadão.
