Sete de Abril recebeu por duas vezes Ismênia dos Santos, celebridade entre as atrizes

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Sete de Abril recebeu por duas vezes Ismênia dos Santos, celebridade entre as atrizes

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Há 147 anos

No livro Sete de Abril – O teatro do Imperador (Libretos, 2012), o empresário, jornalista e escritor Klécio Santos relembra a passagem de uma das atrizes brasileiras mais famosas de sua época, pelo Theatro Sete de Abril. A baiana Ismênia dos Santos subiu ao palco da casa de espetáculos pelotense por duas vezes e encantou até o escritor e jornalista João Simões Lopes Neto, relembrou o pesquisador.

As visitas à cidade ocorreram nos anos de 1872 e 1879. Nesta última passagem, quando ela integrava a companhia dirigida por Guilherme da Silveira. “Na ocasião, subiu ao palco em peças como O Saltimbanco e O Drama do Povo”, registra o pesquisador.

Porém, mesmo a atriz, que uma celebridade do final do século 19, não foi poupada de críticas, conforme relembra Santos. “Nessa, sua performance como Joanna recebeu reparos da crítica, principalmente ao vestuário atrevido para o papel de uma donzela na época, como registrou o Diário de Pelotas em 2 de fevereiro, ao afirmar que ‘Ismênia não esteve isenta de faltas. E não foi menos incorreta no vestuário, exibido com certa licença’”, escreveu no livro sobre a trajetória do Sete de Abril.

Atriz esteve no município em 1872 e 1879 (Foto: Reprodução)

A fama de Ismênia poderia ser comparada a de uma bem-sucedida influencer da atualidade. Tanto que, além do teatro, era protagonista de peças comerciais. Por exemplo, a imagem dela estava estampada no rótulo de uma marca de cigarros de Pernambuco.

A estrela baiana

Conforme o blog Mitos do Teatro Brasileiro, Ismênia dos Santos nasceu na Bahia em 21 de novembro de 1840. A estreia como amadora ocorreu na terra natal. Casada, migrou para o Rio com o marido, o ator Augusto dos Santos, em 1865. Trabalhou sob a direção do grandioso Furtado Coelho, na comédia de três atos Não é com essas. “Foi um acontecimento nos palcos naquele ano de 1865. Depois, tornou-se empresária teatral (Grande Companhia de Teatro de Variedades).”
Foi a estrela de grandes sucessos, entre o fim do século 19 e o começo do 20, em espetáculos como O Barbeiro de Servilha, Helena e Mariquinhas. De acordo com o blog, a atriz chamava a atenção pela interpretação “de gestos largos, que atraía um séquito de fãs”.

A personalidade forte dos palcos também se repetia na vida privada. Demonstrando ousadia para uma mulher daquela época, e engajamento político, recitou poemas abolicionistas no Theatro Santa Isabel em Recife. O ato mereceu a aclamação da plateia. De acordo com artigo da seção Grandes Atrizes que o Brasil esqueceu, as cidades que recebiam a companhia de Ismênia Santos eram tidas como prestigiadas.

Fontes: livro Sete de Abril – O teatro do Imperador (Libretos, 2012), Klecio Santos; blog Mitos do Teatro Brasileiro (Projeto criado para a área de Idéias do Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB/Brasília)

Há 50 anos

Polícia Militar avalia como bem-sucedida edição
de estreia da Colônia de Férias para crianças

Laranjal foi cenário do projeto (Foto: Reprodução)

Com o fim bem-sucedido da primeira edição da Colônia de Férias do Laranjal, o comando do 4º Batalhão de Polícia Militar, órgão realizador do projeto, prometia um aumento de vagas para o ano seguinte. A atividade ocorreu em janeiro de 1976.

Considerada um êxito, a Colônia de Férias foi encerrada sem incidentes e com a aprovação dos pequenos usuários, divulgaram os realizadores. O encerramento foi realizado com cerimônia no posto policial do 4 BPM, na praia no Laranjal.

Moral e civismo

A solenidade foi aberta com a execução do Hino Nacional e o hasteamento da bandeira do Brasil. Em seguida, as crianças presentes desfilaram em frente ao pavilhão nacional. O evento contou com a presença do comandante do Batalhão, na época, tenente-coronel Adão Pereira de Ávila.

Em 1976, participaram da ação 70 crianças. Durante a execução do projeto, foram desenvolvidas atividades como jogos e educação física. Os pequenos também receberam lições sobre moral e civismo.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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