Dia Mundial das Áreas Úmidas reacende alerta para preservação

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Dia Mundial das Áreas Úmidas reacende alerta para preservação

Ecossistema regula o armazenando água, reduzindo inundações e agindo como “esponjas” naturais

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Dia Mundial das Áreas Úmidas reacende alerta para preservação
(Foto: Jô Folha)

No início deste mês foi celebrado o Dia Mundial das Zonas Úmidas. O evento tem sido comemorado desde 1997 em referência à adoção da Convenção sobre as Zonas Úmidas de Importância Internacional, também conhecida como Convenção de Ramsar – um acordo internacional que promove a conservação e o uso sustentável desses ecossistemas. Apesar de serem vitais, as áreas úmidas estão desaparecendo três vezes mais rápido que as florestas, de acordo com dados da ONU.

O Brasil é reconhecido internacionalmente pela importância e grandeza de suas áreas úmidas: o Pantanal é a maior planície inundável do mundo; os manguezais na costa norte formam a mais extensa faixa contínua deste ecossistema do planeta; uma importante porção da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, é área úmida, contendo uma grande diversidade de ambientes alagáveis; e os maiores recifes de coral do Atlântico Sul estão em águas brasileiras. Além da grandeza desses ambientes, há ainda uma importante diversidade entre eles e que é ponto chave para se pensar no uso sustentável e na conservação das áreas úmidas.

Rio Grande

A conservação dessas áreas tem papel fundamental para a gestão de Rio Grande e, de forma geral, para toda a Zona Sul. Essas regiões, que incluem também as margens da Lagoa dos Patos, sofrem influência das marés e são fundamentais para a manutenção da fauna local, incluindo espécies vegetais e animais, além de atuarem na contenção e drenagem de áreas urbanas. A gestão dessas áreas é estratégica, dada a localização do município entre a lagoa e o oceano. Uma destas áreas compreende o território da Estação Ecológica do Taim, destaque nesta edição do Educame por toda sua magnitude em biodiversidade.

Principais Importâncias das Áreas Úmidas:

  • Estocam grandes volumes de água, reduzindo o impacto de enchentes e secas;
  • Biodiversidade: São habitats críticos para diversas espécies de fauna e flora, incluindo muitas ameaçadas de extinção e aves migratórias;
  • Purificam a água, estabilizam a costa e fornecem recursos naturais como madeira, alimentos e plantas medicinais.

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