Um dos projetos mais tradicionais desenvolvidos durante o verão em Rio Grande chegou à sua 27ª edição neste ano. O Pé na Areia é uma iniciativa que reúne crianças de 7 a 10 anos para ações lúdicas de educação ambiental, preservação e de conhecimento sobre a vida marinha.
Ao longo da programação são realizadas atividades de integração, conversas educativas e saídas de campo, para que as crianças tenham contato direto com o meio ambiente. As crianças têm a oportunidade de conhecer espaços como o Bosque das Caturritas, o Horto do Cassino e visitar a praia, além de aprender na prática sobre preservação ambiental, cuidado com os oceanos, resíduos sólidos, mudanças climáticas e a importância da biodiversidade.
Um dos programas da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), que vem ganhando cada vez mais destaque no cenário regional e nacional por conta da sua importante atuação desde as enchentes de 2024, o Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (Ciex) também enxerga na educação ambiental uma forma de conscientizar, desde a infância, para a importância da mitigação dos efeitos causados pelas mudanças climáticas e o que pode ser feito para frear este avanço.
Ciex no Pé na Areia
Dentro desta proposta, o Ciex levou até o projeto atividades voltadas para a educação climática. Uma das responsáveis, a mestre em geografia e bolsista Aline Mendes, explica que o tema foi abordado de forma lúdica, com o objetivo de incentivar a curiosidade e o aprendizado dos pequenos.
A didática utilizada englobou a contação de histórias onde, através da trajetória de uma gota d’água que percorre a Lagoa dos Patos durante a enchente de 2024, são abordados conceitos e fenômenos climáticos, geográficos e naturais da nossa região de uma forma lúdica e sensível. “O projeto do livro é uma iniciativa do Ciex, com minha autoria, que ainda está em desenvolvimento. Acho que a transversalidade da educação ambiental é incrível, merece ser explorada e o projeto faz isso muito bem”, destaca.
Também foi usada uma cartilha com atividades complementares à história contada e realizada uma conversa sobre eventos climáticos extremos com as crianças. “Nós acreditamos muito na potência da Educação Ambiental e Climática como uma ferramenta essencial no desenvolvimento da resiliência para o Rio Grande do Sul e queremos aumentar cada vez mais o diálogo da universidade com a comunidade”, afirma Aline.