A jeropiga é uma bebida feita com uva, mas a fermentação é interrompida, sendo um processo anterior ao vinho. Ela se assemelha aos vinhos licorosos portugueses, como o vinho do Porto. Hoje ela é feita em Portugal, na região de Óbidos, e também em Rio Grande, onde se mantém como tradição local através da agroindústria Costa Dias. Gabriel é um dos proprietários da Vinícola Tradição da Ilha, empresa familiar da Ilha dos Marinheiros. Representando a sexta geração da família, ele dá continuidade à produção e aposta na participação em diversas feiras para a divulgação e valorização dos produtos.
Uma delas acontece no Balneário Cassino, também em Rio Grande, até o dia 12 de fevereiro. A 1ª ExpoCassino é uma realização da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Emater e outros órgãos, além da Aafasul, liderada por Gabriel Dias. A feira acontece das 15h às 23h, na avenida Atlântica, esquina com a rua Caxias do Sul. A organização estima receber entre 20 mil e 30 mil visitantes ao longo do período.
O que a ExpoCassino pode representar para os empreendedores da agricultura familiar?
É uma valorização gigantesca para nós, porque estar em um local por onde hoje circulam tantos visitantes, nos permite alcançar um público ainda maior, um público diferenciado, porque muitas vezes não conheciam nossos produtos. Então, acaba que o fator econômico é muito importante, sim, nos fortalece para começar esse ano.
Quantas agroindústrias estão envolvidas?
São 30 agroindústrias que começam com um evento de uma importância muito grande, porque atinge um público gigantesco. A gente sabe que a praia aqui circula muito público, é muito rotativo. Além disso, estamos em uma via de fácil acesso, ao lado de uma ciclovia onde as pessoas passam para fazer uma caminhada, uma atividade física e entram na feira. Então, muita gente entrou porque viu o espaço. Acaba que as feiras da agricultura familiar tem um valor, um reconhecimento perante a sociedade que nos valoriza muito. E aqui no Cassino não está sendo diferente, está nos dando uma visibilidade ainda maior.
Como foi a organização para a participação na feira?
Temos agroindústrias não só de Rio Grande, mas também de Pelotas, Morro Redondo, Turuçu. Não precisamos convencer nenhuma delas a participar, quando a gente fala de uma feira voltada para a agricultura familiar, chega a faltar vagas de tantos interessados. Como foi uma feira que está acontecendo muito próximo dessas outras feiras do Litoral Norte, a gente entende que os agricultores também precisam se preparar para estes momentos. Todas as vagas foram preenchidas e, agora, a gente tem que estruturar o evento para ele crescer ainda mais nos próximos anos. Então, a agricultura familiar tem isso, ela se fortalece, cresce e acaba que a gente tem que estruturar ela para receber ainda mais agroindústrias.
Não existe um mercado que trabalhe sozinho. Não existe uma feira de um participante só. Pelo contrário, se ela crescer, ela vai ser melhor para todos.