Nicole Silveira recebeu a honraria de ser porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno nesta sexta-feira (6). Aos 31 anos, a atleta nascida em Rio Grande e moradora do Canadá desde a infância dividiu o posto com Lucas Pinheiro Braathen – ela em Cortina d’Ampezzo, ele em Milão, já que o evento se deu em vários locais na Itália.
Bormio, Livigno e Tesero são as demais localidades italianas que sediarão provas até o dia 22 de fevereiro. A agenda de Nicole está prevista para começar no dia 13, com as primeiras eliminatórias no skeleton, modalidade da qual já integrou o top-10 do ranking mundial e tem histórico de desempenho que a credencia a sonhar com uma medalha olímpica.
Algumas competições começaram antes mesmo da cerimônia de abertura. No entanto, nenhum brasileiro iniciou suas disputas. A delegação do país conta com 14 representantes, maior número da história, e registra um aumento de 40% em comparação aos Jogos de Pequim 2022.
O Brasil nunca teve um atleta no pódio em Olimpíadas de Inverno. A melhor colocação foi o nono lugar de Isabel Clark, no snowboard, em Turim 2006. Nicole Silveira terminou na 13ª posição em Pequim. Nesta edição, o rio-grandino Emílio Strapasson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), é o chefe da delegação brasileira.
Rebeca em evidência
A ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica do Brasil, foi convidada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Fondazione Milano Cortina 2026 para participar do desfile de abertura dos Jogos de Inverno.
Oito personalidades de reconhecimento internacional foram selecionadas para conduzir a bandeira olímpica no estádio San Siro, em Milão. Dona de seis medalhas olímpicas, Rebeca se consolida como um dos maiores nomes do esporte mundial.