O Banco Pelotense foi fundado em 5 de fevereiro de 1906. Proeminente por alguns anos, a instituição bancária sediada em Pelotas chegou a ter 69 agências e filiais por todo o Brasil.
O banco surgiu por iniciativa de charqueadores e agropecuaristas da sociedade pelotense. No início do século 20 essa elite, que concentrava a renda, principalmente em Pelotas, sentia necessidade de uma instituição bancária que garantisse recursos financeiros para suas atividades, uma vez que os bancos então existentes preferiam direcionar financiamentos para o comércio e para a indústria.
Em 1906, conseguiram juntar três mil contos de réis como capital inicial do empreendimento, com o apoio de comerciantes e profissionais liberais. A 5 de fevereiro, em assembleia solene num clube local, foram aprovados os estatutos do banco e no dia 15 iniciaram-se efetivamente as atividades. Neste grupo de incorporadores e acionistas, havia nomes como Joaquim Augusto de Assumpção, Francisco Antunes Gomes da Costa (Barão de Arroio Grande), coronel Alberto Rosa, Plotino Amaro Duarte e Eduardo Siqueira.
O crescimento do Banco foi rápido e no mesmo ano de fundação apresentava uma matriz em Pelotas e uma filial em Rio Grande. A expansão para outras cidades foi uma marca da instituição. Entre 1907 e 1911, por exemplo, abriu agências nas cidades de Uruguaiana, Porto Alegre, Alegrete e Bagé. Mas teve ainda, representações no centro, norte e na região da serra no Estado. Fora do Estado a expansão foi iniciada em 1919, com uma filial no Rio de Janeiro.
Fase final

(Foto: Reprodução)
“Em 1931, quando ainda ocupava o terceiro lugar no País entre os detentores de maiores depósitos em numerário, foi obrigado a fechar, envolvido numa trama política articulada fora dos limites municipais”, descreve o historiador Mario Osorio Magalhães no livro História e Tradições da Cidade de Pelotas.
O fato causou um profundo abalo na economia do município. Diferentes razões contribuíram para inviabilizar a permanência das atividades. Entre elas, estava a falta de liquidez para enfrentar as dificuldades financeiras, especialmente após a queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. O Banco Pelotense concentrava seu patrimônio em imóveis, não conseguindo suprir a quantidade de saques dos clientes.
A própria expansão teria contribuído para um difícil manejo administrativo. O estreito relacionamento com o governo do Estado também não foi saudável. Entre as consequências dessa dependência estariam empréstimos garantidos com títulos da dívida pública de difícil resgate.
Questão de família
Muitos ainda trazem para essa história uma tragédia envolvendo a família de Getúlio Vargas, que se tornou presidente em 1930. Em 1921, seu sogro, Antônio Sarmanho, gerente do banco em Uruguaiana, suicidou-se, em razão de irregularidades apuradas na agência.
Apesar do problema ter sido causado por um funcionário subalterno, Sarmanho sentia-se pressionado pela diretoria do banco. Em consequência, Getúlio e sua família retiraram os depósitos que mantinham na instituição.
Estas questões pessoais teriam dificultado qualquer acerto com o governo brasileiro. A decadência da indústria do charque também foi importante neste processo de falta de liquidez. A liquidação ocorreu em janeiro de 1931, um mês antes de o banco completar 25 anos.
Fontes: livro História e Tradições da Cidade de Pelotas; wikipedia.org
Há 50 anos
Clientes reclamam de telefones fora de operação no município
Chegava à imprensa local reclamações dos usuários de telefones residenciais e comerciais, que se queixavam da falta de sinal nos aparelhos. Na época, a prestadora do serviço, a Companhia Telefônica Melhoramentos e Resistência (CTMR) divulgou que o problema teria sido causado pelas fortes chuvas que assolaram o município na segunda metade de janeiro de 1976.
Entretanto, os consumidores queriam explicações sobre o motivo das avarias não terem sido reparadas. “Talvez seja o excesso de serviço, já que recebemos muitas reclamações”, alegou uma telefonista.
Porém, os moradores do Laranjal reclamaram que as poucas residências que tinham telefone estavam com os aparelhos mudos há muito tempo. No local se via muitos fios arrebentados. De acordo com o subprefeito do, então segundo distrito da cidade, Haider Damé, o serviço tinha estado ativo por apenas dois dias, naquela semana.
Na opinião de alguns assinantes a qualidade do atendimento, antes considerado um dos melhores do país, estava caindo. Para alguns, o trabalho já poderia ser equiparado ao na capital do Estado, servida da época pela Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT).
Fonte: Acervo BPP