Encontro de fé e tradição marcam o dia 2 de fevereiro

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Encontro de fé e tradição marcam o dia 2 de fevereiro

Em Pelotas, encontro entre Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes reúne milhares de fiéis e simboliza união entre diferentes crenças

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Atualizado segunda-feira,
02 de Fevereiro de 2026 às 20:38

Encontro de fé e tradição marcam o dia 2 de fevereiro
(Foto: Nátalli Bonow)

O dia 2 de fevereiro, para muitos, é um momento de descanso e lazer durante o feriado. Para outros, a data é marcada pela emoção, espiritualidade, renovação da fé e pelo encontro entre diferentes religiões. Em Pelotas, a data, tradicionalmente dedicada a Iemanjá e a Nossa Senhora dos Navegantes, mobilizou milhares de fiéis em diferentes pontos da cidade, como o Laranjal, o Quadrado e o Balneário dos Prazeres, às margens da Lagoa dos Patos.

Ao longo do dia, devotos celebraram, agradeceram e renovaram seus votos de fé, em um encontro simbólico que une religiões distintas em torno da esperança, do amor e da espiritualidade. O tradicional encontro das imagens nas águas foi um dos momentos mais marcantes da programação, representando o respeito e a convivência entre o catolicismo e as religiões de matriz africana.

As homenagens a Iemanjá incluíram carreatas e a entrega de oferendas em diversos pontos da cidade. Já as celebrações dedicadas a Nossa Senhora dos Navegantes contaram com missas e procissões, reunindo famílias e comunidades em manifestações de devoção.

(Foto: Nátalli Bonow)

Quem é Iemanjá: a mãe dos orixás e rainha do mar

Com colar de conchas e um vestido que arrasta na areia, Iemanjá, também conhecida como Yemanjá, Rainha do Mar, Janaína, entre outros nomes, é um orixá de origem iorubá, trazido ao Brasil durante o período da colonização. Considerada a mãe de todos os orixás, é reconhecida como a rainha dos mares e protetora dos marinheiros. Seu culto está presente em religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda.

O nome Iemanjá deriva da expressão iorubá “Yèyé omo ejá”, que significa “mãe cujos filhos são como peixes”. Vista como a grande mãe que acolhe, cuida e protege, é a divindade que governa as águas e aquela que decide o destino de todos que nelas entram.

Assim como o mar, Iemanjá é descrita como serena na superfície, mas dotada de profundezas e correntezas que inspiram respeito e reverência.

Quem é Nossa Senhora dos Navegantes: fé e proteção nas águas

(Foto: Nátalli Bonow)

Nossa Senhora dos Navegantes é um título atribuído à Maria, mãe de Jesus, na tradição católica. A devoção iniciou no século XV, durante o período das grandes navegações europeias, especialmente entre os portugueses. Na época, marinheiros e viajantes recorriam à proteção de Maria para enfrentar os perigos do mar e garantir um retorno seguro aos seus lares.

Com o avanço da navegação, Maria passou a ser vista como protetora contra tempestades e outros riscos oferecidos pelos mares e rios. A primeira imagem ligada à devoção foi trazida da Espanha por navegadores. Pedro Álvares Cabral levava em sua nau capitânia uma imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança, transportada até a Índia, onde uma capela em sua homenagem foi erguida e permaneceu sob a guarda de franciscanos até o século XVII. Atualmente, a imagem está preservada na Igreja da Sagrada Família, em Belmonte, Portugal.

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