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“Não adianta só ter técnica”, destaca auxiliar do Brasil sobre contratações Sondado pelo São Luiz, Gilson Maciel garante foco no Brasil: “Quero construir minha carreira dentro desse projeto” Juiz publica decisão sobre registro do estatuto da SAF do Brasil e posterior habilitação em FGF e CBFEra fevereiro do ano passado quando o Bagé anunciou a contratação de Gilson Maciel para a Divisão de Acesso. A oficialização do acerto deu início a uma cadeia de eventos que, mais tarde, afetaria o Brasil e resultaria em uma parceria formada por dois profissionais que hoje participam diretamente da formação do elenco xavante para 2026.
Sem comandar uma equipe desde a saída do Gaúcho, em 2023, Gilson Maciel planejava levar ao Bagé um auxiliar técnico de sua confiança. O nome desejado, porém, não tinha disponibilidade. A solução encontrada foi a efetivação de Lucas Guarienti, jovem profissional da casa. O trabalho deu resultado, e a dupla conduziu o Jalde-Negro à melhor campanha em anos na Série A-2, com eliminação nas quartas de final.
“Ele [Gilson] falou comigo que, para onde fosse, queria que eu fosse trabalhar com ele. Durante a Copinha, teve aquele domingo em que saiu a decisão do Emerson [Cris]. Vi a notícia e pensei: ‘será que vai tocar o telefone?’. Deu 20 minutos e ele me ligou, a gente acertou. Demos um treino num dia e viajamos no outro para São Leopoldo”, conta Guarienti à Rádio Pelotense 99,5 FM.
A história relembrada é a da inesperada demissão de Emerson Cris, em 12 de outubro, decisão do presidente Vilmar Xavier. O acerto com a nova comissão técnica foi rápido. No dia 14, Gilson e Lucas chegaram e comandaram uma atividade na Baixada. No dia seguinte, o Brasil venceu o Aimoré por 2 a 1, na primeira das dez partidas sob nova direção até o título invicto da Copa Professor Ruy Carlos Ostermann.
“Passamos muito tempo juntos em Pelotas. Um dia ele falou: ‘no começo do ano estava apavorado que não tinha auxiliar, meus filhos falavam que eu estava chato porque não conseguia achar ninguém, e acabei dando a sorte de te encontrar e podermos fazer parceria’. Foram duas competições com um bom trabalho feito”, define o auxiliar.
Desistência das chuteiras para estudar
Aos 28 anos, Lucas Guarienti é natural de Bagé, onde permanece até o início da pré-temporada do Rubro-Negro, marcada para 2 de março. Na cidade, acompanha partidas pela televisão como parte do processo de prospecção de atletas do departamento de futebol do Brasil. Alguns jogos ele assiste in loco, especialmente do Guarany, no estádio Estrela D’Alva.
Guarienti sonhou em ser jogador e chegou a passar pelo Fragata, clube criado por Emerson Rosa em Pelotas. Também integrou o grupo do Bagé na Terceirona Gaúcha de 2015, mas logo mudou de rumo. “Já estava na faculdade e resolvi tomar uma decisão certa na minha vida: estudar e desistir de jogar”, relata.
Formado em Educação Física, ele criou um projeto de futsal voltado às categorias de base — do sub-7 ao sub-11 — o Vélez Iniciação Esportiva, que segue em atividade em Bagé sob sua coordenação. O profissional também teve experiências no sub-20 do Jalde-Negro, como auxiliar técnico, e no sub-17, como treinador.