Com o concerto da Orquestra Acadêmica, sob regência do maestro Evandro Matté, no Largo Mercado Central, na noite desta sexta-feira (30), foi encerrado o 14º Festival Internacional Sesc de Música. Ao longo de 12 dias de intensa programação, mais uma vez, o evento movimentou Pelotas com seus quase 500 integrantes, entre professores, alunos e equipes técnicas, presentes em diferentes locais do município, nas 115 atrações artísticas desta temporada.
Coordenador de Música e Audiovisual do Sesc-RS, Anderson Mueller, confessa que no final do evento também sente uma certa nostalgia, mas que o “adeus” é temporário e que o novo “olá” começará a ser planejado em seguida.
Mueller comenta que sempre perguntam sobre a próxima edição ser ou não em Pelotas e tranquiliza dizendo que o Festival está consolidado na cidade. Segundo o coordenador, logo após uma breve pausa, a 15ª edição começará a ser preparada para janeiro de 2027. “A gente sempre diz que o Festival está consolidado em Pelotas, a gente tem essa tranquilidade”, falou.
Ao fazer uma análise sobre o evento deste ano, Mueller comentou que nesta edição o Festival trouxe números bastante expressivos, não só de apresentações, um recorde, mas também de professores. Foram 59 neste janeiro, oriundos de 12 países, provando que o eixo pedagógico se mantém como o principal foco. “Isso fortalece a qualidade do que é apresentado no Festival, mas a agente que trabalha busca sempre propor novidades, oxigenando a programação, atendendo diversos públicos, buscando cada vez democratizar mais, chegar a mais lugares em Pelotas”, comentou.
O coordenador lembrou que, entre as novidades desta temporada, figuram o videomapping. O projeto audiovisual trouxe o espetáculo Tempo? Tempo! Tempo… – Sinfonia dos Hertz Invisíveis. A projeção, que ocorreu na fachada do prédio histórico da Prefeitura, no lado voltado para o Mercado, nesta semana, durante dois dias, encantou o público.
Local de encontros
Sobre o novo espaço, chamado Lounge do Festival, instalado na rua 15 de Novembro, junto ao Mercado Central, Mueller comentou que havia a carência de um espaço fixo, onde pudesse ter uma presença permanente do evento. O local, além de disponibilizar uma lojinha com lembranças do evento, serviu para encontros entre músicos e público de maneira mais informal. “Foi muito bem-aceito.”
Durante essas duas semanas, o público foi convidado a entregar suas reflexões sobre o tempo, tema do evento, na cápsula do tempo, ao responder a pergunta: “Que lembrança do Festival Internacional Sesc de Música de Pelotas você gostaria que o futuro guardasse?”. “Propomos esse ano e isso será aberto somente em 2032, na 20ª edição”, explica.
Compromisso com a cultura
O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, reforçou que o Festival é um espaço de encontro. “Entre países, culturas, mestres e estudantes vindos de diferentes partes do mundo. Aqui, a música foi vivida em todas as suas instâncias: como formação, troca, como experiência transformadora. Mais do que aprendizado técnico, o Festival Internacional Sesc de Música é uma vivência que permanece”, falou.
Bohm ainda salientou que Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, reafirma, com este Festival, o seu compromisso com a promoção da cultura, o bem-estar e a felicidade das pessoas. “Um compromisso que só é possível graças ao olhar atento e responsável dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Rio Grande do Sul, que contribuem ativamente para que ações como esta se tornem realidade…Vida longa à música, à arte e ao Festival Internacional Sesc de Música”, disse.
Agradecimentos
Por sua vez, o prefeito Fernando Marroni (PT), relembrou a intensidade e fluidez cultural destes dias. Também agradeceu aos músicos, segundo ele, “os verdadeiros protagonistas deste espetacular festival”. “Que levem daqui o nosso carinho e voltem sempre, fazendo de Pelotas a sua casa. Pelotas se orgulha de ser a casa deste festival. Uma cidade que entende que investir em cultura é investir em identidade, em desenvolvimento humano e em futuro. E que sabe que a música; assim como a memória; não pertence a um só tempo: ela é herança e é promessa”, disse.
Marroni também agradeceu aos apoiadores e patrocinadores do evento.” Cada apoio aqui presente representa um compromisso com a educação, com a cultura e com o acesso democrático à arte.
