“As pessoas precisam conhecer o Taim para preservar. Senão, para muitos, é apenas um banhado em cima da rodovia”

ABRE ASPAS

“As pessoas precisam conhecer o Taim para preservar. Senão, para muitos, é apenas um banhado em cima da rodovia”

William Silveira – condutor local da Estação Ecológica do Taim

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Atualizado terça-feira,
27 de Janeiro de 2026 às 10:36

“As pessoas precisam conhecer o Taim para preservar. Senão, para muitos, é apenas um banhado em cima da rodovia”
(Foto: Arquivo Pessoal)

Há 20 anos um dos locais mais ricos da biodiversidade brasileira é também o cenário de trabalho do condutor local William Silveira. Formado como técnico em meio ambiente, divide o tempo entre os passeios e operador de caldeira. Em um dos locais mais ricos da biodiversidade no Brasil, sua missão é receber os visitantes e proporcionar que o público possa desbravar a Estação Ecológica do Taim de diversas formas com segurança e conhecimento. A unidade de conservação ambiental criada em 1986 para proteger os ecossistemas naturais da região, fica entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, e abrange uma área de 34 mil hectares, o que equivale cerca de 215 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera em São Paulo. Rico em aves, flora e répteis, tem na capivara o mamífero mais lembrado (e querido) pelos visitantes. Figueiras centenárias e trilhas também fazem parte do passeio. Para ser um condutor, William recebeu curso de formação na própria Estação e atua com horários agendados pelo @caminhandopelotaim.

Quais são os passeios oferecidos?
Temos quatro roteiros definidos: trilha da Figueira, do Nicola, da Capilha, e do Corredor do Tigre, e tem a Caminhando pelo Taim, que é uma trilha de longa distância, que sai da Vila da Capilha e vai até o farol Sarita com cerca de 35, 40 quilômetros. A da Figueira é uma das mais procuradas, por se tratar de uma passeio histórico. Tem a igreja de 1835, contamos toda a parte dos Campos Neutrais, as margens da Lagoa Mirim.

Conseguimos atender desde um ônibus com 40 lugares ao visitante que vai sozinho, as trilhas e os passeios são totalmente adaptáveis. Dá para fazer de bicicleta, caminhando, de carro, quem vai dizer como visitar o Taim é o próprio visitante. A proximidade da natureza vai ser a mesma. Temos pontos de paradas estratégicas, e mostramos assim o que a Estação tem de mais de belo. Os passeios são feitos mediante agendamento com uma semana de antecedência para termos as autorizações prévias de entrada na sede do ICMBio.

Há tantos anos como condutor, o que melhorou e o que precisa avançar na questão do turismo?
A vida do turismo para a localidade melhorou, o comércio está se adaptando, as vias públicas estão melhores, a vila está tendo mais visibilidade. Já temos disponíveis dentro da vila pousadas e restaurantes que estão aperfeiçoando as condições de atendimento. Aos poucos vem crescendo para entregarmos uma experiência cada vez mais completa aos visitantes.

Após o passeio, acreditas que as pessoas tenham uma visão diferente do Taim?
Esse é o nosso principal interesse, fazer esse trabalho de conscientização. Costumo dizer que a visita é uma sala de aula a céu aberto. Quando a gente consegue mostrar o quão importante é preservar, cuidar o nosso ecossistema, cumprimos a missão. As pessoas precisam conhecer o Taim para preservar. Senão, para muitos, é apenas um banhado em cima da rodovia. A gente consegue ter uma proximidade em ambiente natural, sem interferir com o sistema, chegar bem pertinho dos animais e é uma interação de forma sadia.

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