A instalação da nova caixa cênica do Sete de Abril está fisicamente concluída. A novidade, que representa um marco significativo na modernização do velho Theatro, também aproxima a comunidade do momento mais esperado: a reabertura da casa de espetáculos que é patrimônio nacional. A data ainda não foi cravada porque faltam a finalização do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) e da instalação elétrica, porém a Secretaria Municipal de Cultura trabalha com a possibilidade de reiniciar as atividades no mês de abril.
De acordo com a diretora de Memória Patrimônio da Secult, a arquiteta Simone Delanoy, a caixa cênica ainda não pode ser operada enquanto o sistema elétrico não estiver funcionando perfeitamente. Para preservar a garantia do equipamento, a demonstração de funcionamento e o “start” oficial só ocorrerão na segunda quinzena deste mês, quando a empresa instaladora retornará a Pelotas para validar a nova instalação elétrica executada.
Mas para que o teatro possa ser reaberto algumas etapas são cruciais e estão em andamento. A prioridade imediata é a conclusão do Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios (PPCI), que envolve a instalação do alarme de incêndio e do sistema hidráulico sob comando, complementando a primeira fase (extintores e sinalização) finalizada em agosto de 2024.
Paralelamente, é necessária a execução da instalação elétrica para atender ao PPCI e a realização de serviços de manutenção geral, como reparos de umidade, limpeza de telhado, calhas e correção de possíveis telhas que estejam deslocadas.
A expectativa da diretora é com a reabertura do orçamento da prefeitura, que ocorrerá na segunda quinzena deste mês. Dessa forma, a Secult poderá contratar a empresa que foi escolhida para executar os serviços. “Estamos planejando para março ou abril (a reabertura), mas é mais provável, abril”, fala Simone.
Faltam recursos
Depois da finalização do PPCI, a vistoria do Corpo de Bombeiros é a última ponte em direção à reabertura. Entretanto, a administração ainda está em busca de recursos para a segunda etapa da instalação elétrica, que contempla geradores, sistemas de iluminação cênica e sonorização e climatização. Essas aquisições somam cerca de R$6 milhões. “Está pedido no Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)”, explica a diretora. O Instituto acenou com a possibilidade de fazer essa complementação ainda este ano.
Estratégia
Entretanto, a falta desse recurso não impede o funcionamento do Sete. Com a conclusão das etapas do PPCI e da rede elétrica, a estratégia da prefeitura é viabilizar uma reabertura parcial do Theatro para eventos de pequeno porte. Tais atividades deverão operar dentro da carga elétrica limitada atualmente disponível. Esta abordagem permite o uso do espaço para apresentações como orquestras ou recitais, que não demandam alta capacidade energética, enquanto as obras maiores não são concluídas.
