“A gente vive ‘apagando incêndio’, mas não reserva um tempo para projetos”

ABRE ASPAS

“A gente vive ‘apagando incêndio’, mas não reserva um tempo para projetos”

Raquel Ávila - Comunicadora, mentora de mulheres e estrategista de rotina

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Atualizado terça-feira,
06 de Janeiro de 2026 às 10:35

“A gente vive ‘apagando incêndio’, mas não reserva um tempo para projetos”
Raquel oferece mentorias presenciais e onlines (Foto: Divulgação)

Raquel Ávila fala sobre planejamento, metas e organização da vida profissional e pessoal. Atuando com mentorias online e presenciais, ela destaca a importância da clareza, da constância e do autocuidado para mulheres que empreendem ou desejam uma rotina menos pesada em 2026.

Qual é a importância de ter um planejamento na vida profissional?
Quando a gente tem planejamento, a gente começa a ter clareza. E, se a gente não tem, a gente busca essa clareza justamente no planejamento. É o momento em que a gente para, pega um papel, uma caneta, e pensa no que realmente precisa fazer: o que é necessário, o que ficou parado do ano passado, quais projetos eu gostaria de retomar. Esse primeiro passo de parar e se debruçar sobre os projetos para 2026 já traz muita clareza.

E quais são os impactos positivos desse planejamento?
O primeiro ponto é sair da correria e do automático. A gente vive “apagando incêndio”, mas não reserva um tempo para projetos que ainda não saíram do papel. O planejamento traz leveza, por que a gente começa a se perguntar: por que eu estou fazendo tanta coisa? Nem tudo é realmente necessário. Talvez eu queira diminuir o ritmo, deixar de fazer algumas coisas. Sem isso, a gente continua repetindo as mesmas frases: ‘não tenho tempo’, ‘a vida passa rápido’, ‘meu dia precisava ter mais de 24 horas’. Quando a gente planeja, começa a definir prioridades. E isso impacta no autocuidado. A mulher trabalha, cuida dos filhos, chega cansada em casa, janta e dorme. Mas onde entra o tempo para ela? A gente exerce muitos papéis – esposa, mãe, dona de casa, empreendedora – e o papel como mulher, muitas vezes, fica esquecido. O planejamento também serve para pensar: o que eu estou fazendo por mim?

Você atende mulheres do Brasil inteiro?
Sim. O atendimento é online, eu comecei na pandemia, então isso abriu essa possibilidade de atender mulheres do Brasil todo. A partir de 2022, também comecei projetos presenciais, justamente com essa ideia de pausar, se encontrar, olhar no olho. Temos grupos de mulheres que se reúnem no Café da Vanguarda, no Centro, além de encontros e eventos que realizo, especialmente em setembro, sempre falando sobre rotina, organização e autoconhecimento.

O teu público é exclusivamente feminino?
Sim. Meu público-alvo são mulheres empreendedoras, principalmente as que estão começando. Existe uma vivência muito específica da mulher: questões hormonais, maternidade, múltiplos papéis, uma sobrecarga que muitas vezes não é compartilhada da mesma forma. As mulheres se reconhecem nas experiências umas das outras. Por isso, o foco é nelas. E serve para todas. Mulheres que estão começando agora e também aquelas que já têm um negócio consolidado, físico ou online. Em algum momento, todas vão perceber a necessidade de olhar com mais carinho para a própria rotina. Muitas empreendedoras abrem um negócio achando que terão mais liberdade, mas acabam trabalhando ainda mais, especialmente quando fazem tudo sozinhas. A mentoria ajuda justamente a minimizar isso. A gente cria uma rotina personalizada para cada mulher, aplica testes, identifica sabotadores, perfis comportamentais, prioridades. Muitas chegam sem saber o que é prioridade na vida. A partir disso, a gente constrói caminhos e trabalha com tarefas semanais, para que elas consigam avançar em direção aos objetivos.

A procrastinação também entra nesse processo?
Com certeza. A procrastinação é muito forte. A gente consome muita informação, faz muitos cursos, participa de eventos, mas nem tudo tem a ver com o nosso objetivo. Por que eu estou indo a esse evento? O que isso agrega ao meu projeto? Tempo e energia são recursos importantes. A gente também precisa aprender o que não fazer.

Ter metas facilita a evolução profissional?
Facilita muito. As metas são o combustível do objetivo. Objetivo sem meta é muito amplo. Se eu digo ‘quero emagrecer’, mas não defino quanto, como, quando, isso não acontece. A meta torna o caminho concreto. O mesmo vale para leitura, estudos, carreira. Senão vira só mais uma lista esquecida. Meta exige acompanhamento, avaliação e constância.

Onde o público pode te encontrar?
No Instagram, é @raquel.avilas.

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