Escola de Ballet Dicléa Ferreira de Souza apresentou o balé Coppélia no Theatro Guarany. A montagem teve coreografia das mestras Dicléa e, a conhecida nacionalmente, Consuelo Rios, que veio a Pelotas, do Rio de Janeiro, especialmente para auxiliar na construção do espetáculo, apresentado no Theatro Guarany, em 18 de dezembro de 1975.
No palco, além das alunas e dos alunos da Escola, estiveram os bailarinos Walter Arias, uruguaio que residia em Porto Alegre, e Luíz Casta Tegui. O ator Luiz Carlos Correia da Silva foi o preparador do elenco e deu vida ao personagem doutor Coppelius.

(Foto: Reprodução)
Gilda de Castro e Silva e Rubem Monte, o Kyro, também bailarino uruguaio, mas radicado em Pelotas, participaram do terceiro ato. Ainda de Pelotas, Angela Gonçalves, Márcia Dias da Costa, Lais Hallal, Márcia Wrege se destacaram como solistas da mazurca e czardas. Eloisa Bandeira de Oliveira e o ator Mauro Soares, também fizeram solo, ele como burgomestre.
Eliana Bandeira de Oliveira viveu a ciumenta boneca Suanilda, no segundo ato. O Corpo de baile do primeiro ato foi composto por alunas do quarto ao sexto ano, interpretando as danças húngaras. O espetáculo ainda contou com meninos, alunos de Dicléa, estreando em cena.
Na época os realizadores comentaram que a “apresentação se revestiu de intenso sucesso, onde os maravilhosos saiotes de tule bordados de intenso colorido, tiaras de delicados tons foram apenas alguns itens que contribuíram para o brilhantismo que sempre foi dado a apreciar nas apresentações da nossa querida Escola de Ballet”.
História de 65 anos
Professora de dança, mestra de balé, proprietária e diretora da escola que leva o seu nome, Dicléa, 91, é paulista de nascimento, mas passou a maior parte da infância, a partir dos cinco anos, até a juventude no Rio de Janeiro. Em terras cariocas, integrou a escola de dança Maria Olenewa, do Theatro Municipal, como solista e membro do corpo de baile.
Após o casamento com um médico pelotense, veio para Pelotas em julho de 1958. “Cheguei em julho e em agosto já estava trabalhando. Comecei dando aulas no conservatório Angelo Crivellaro, um conservatório de música. Já tinham 118 crianças me esperando, e eu dava uma média de oito horas de aula por dia. Em 1960, abri minha própria escola,” contou a bailarina em uma entrevista.
Dicléa teve papel decisivo na consolidação do balé clássico em Pelotas a partir da segunda metade do século 20. Em 1960, fundou a Escola Dicléa Ferreira de Souza, espaço que rapidamente se destacou pela qualidade técnica e pedagógica do ensino do ballet clássico. A Escola, com 65 anos hoje, tornou-se uma referência na região sul do Rio Grande do Sul, e tem formado gerações de bailarinas e projetando o nome de Pelotas em festivais e apresentações em diversas cidades brasileiras, além de participações no cenário internacional. Em 1972, ampliando sua atuação artística, a professora criou o Grupo Ballet de Pelotas, vinculado à sua escola. O grupo estreou em outubro do mesmo ano no Teatro São Pedro, em Porto Alegre. Atualmente a direção artística é da filha de Dicléa (diretora geral), a bailarina e professora Daniela Ferreira de Souza.
No repertório
Dezembro de 1975 não foi a única vez que esta Escola de Ballet levou ao Guarany o balé Coppélia. Em 1993, a montagem foi reapresentada. Nos papéis principais estavam, Simone Lorenzi no duplo papel Swanilda/Coppélia, Juan Carlos Pedroso, no papel de Frantz e Ruben Montes – Kyro como Dr. Coppelius. A mais recente é de 2014.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; TCC – Memórias do Ballet Clássico em Pelotas: narrativas sobre a história de Ruben Luís Montes Trinidad, o “Kyro” Volume I (UFPel), Kelly Souza Silva
Há 15 anos
Filme O ódio encerra Ciclo A Filosofia e o Cinema Político

(Foto: Reprodução)
O Ciclo A Filosofia e o Cinema Político, edição 2010, foi finalizado em 17 de dezembro. Após a exibição de 27 obras cinematográficas, capazes de trazer ao público os grandes conflitos da humanidade ocorridos após a Revolução Francesa, no dia 17 foi apresentado o filme O ódio, de Mathieu Kassovitz. O Ciclo, que começou tematizando a França como país colonizador (A batalha de Argel), que abriu o Segundo Ato com a temática da Revolução francesa (Danton e o processo da revolução), foi finaliza, tendo novamente a França como foco.
O ódio mostra o subúrbio francês no século 21, e que nos faz pensar sobre as raízes da intolerância a partir de uma perspectiva política, social, cultural e econômica. Após a sessão aconteceu um debate.
Departamento de Filosofia
O Ciclo, promovido pelo Departamento de Filosofia da UFPel, sob a coordenação de Luís Rubira, foi desenvolvido ao longo daquele ano, em todas as sextas-feiras às 20h, no Centro de Integração do Mercosul. A atividade tinha entrada franca.
Fonte: ACS UFPel