Um termo de compromisso entre Pelotas e a União, publicado no Diário Oficial, prevê a instalação de uma Unidade de Atenção Especializada em Saúde no valor de R$ 16,9 milhões. Segundo a superintendente do Ministério da Saúde no Estado, Maria Celeste da Silva, se trata da construção de uma policlínica regional no município.
A estrutura, parte do Novo PAC, será construída em uma área do Parque Sesi, no final da avenida Bento Gonçalves, com obras previstas para 2026. O prédio integrará o chamado Vale da Saúde, próximo ao futuro Hospital Regional de Pronto Socorro e ao Hospital da UFPel. A Secretaria de Urbanismo informa que o projeto avançou na adequação padrão, na atualização do orçamento e nos licenciamentos ambiental, sanitário e dos bombeiros.
A superintendente também cita reformas de unidades básicas e reposições de ambulâncias do SAMU.
Carreta da Saúde
Segundo a superintendente, a Carreta da Saúde da Mulher instalada em Pelotas desde outubro, segue devido a entraves como a baixa adesão inicial e a necessidade de ampliar a cobertura para municípios da Zona Sul, dificuldade na contratação de especialistas – especialmente ultrassonografistas – e questões de regulação entre Estado e município. As atividades continuam até dia 19.
Os dados oficiais apontam 188 procedimentos realizados e 177 mulheres atendidas até o fim de novembro, mas os números já são maiores. A totalização será divulgada ao término das atividades.
Freezers para o hemopel
Em outra frente de investimentos federais na região, o Hemocentro Regional de Pelotas (Hemopel) está entre as unidades contempladas pelo Ministério da Saúde com novos equipamentos para qualificação dos serviços de hemoterapia. O investimento integra o Novo PAC Saúde e prevê freezers de alta refrigeração que ampliam o armazenamento de plasma e fortalecem a produção nacional de hemoderivados. No Rio Grande do Sul, Pelotas, Passo Fundo e Porto Alegre serão beneficiados.
Os freezers devem chegar na segunda quinzena de dezembro. Apesar dos avanços, a superintendente reforça que a doação depende da mobilização individual, especialmente no fim do ano e no verão, quando aumentam os acidentes e diminuem as doações.