O novo programa Saúde 60+ RS foi apresentado no Centro Regional de Cuidados Paliativos, a Unidade Cuidativa, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Voltado ao cuidado multiprofissional de idosos com fragilidade ou demência, o serviço já estava em funcionamento desde 3 de novembro, mas foi oficializado em ato com a presença da secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann.
Desenvolvido pelo governo do Estado, o programa oferece atendimento ambulatorial especializado e regionalizado para idosos classificados como “frágeis” na Atenção Primária à Saúde (APS) ou com diagnóstico de demência. Segundo Arita, cerca de 15% dos idosos gaúchos se enquadram nessa condição, e a Região Sul possui aproximadamente 32 mil pessoas com mais de 60 anos. “Nesse local, ele não só passa por avaliação, como recebe cuidado integral, tanto no atendimento médico quanto no atendimento da equipe multiprofissional”, explica.
A estrutura conta com equipes diversas, envolvendo especialistas de clínica médica, medicina de família, geriatria, neurologia, fisiatria e cuidados paliativos, além de profissionais de psicologia, fisioterapia, assistência social, educação física e outras áreas. A Cuidativa ainda oferece 12 práticas integrativas, incluindo auriculoterapia, acupuntura, dança, fitoterapia e musicoterapia.
O atendimento contempla os 21 municípios da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (3ª CRS), com encaminhamentos realizados pela APS via Gercon-RS, o sistema estadual de regulação. “A Atenção Primária avalia o idoso, verifica se ele se encaixa nos protocolos de cuidado especializado e o cadastra no sistema”, detalha Arita.
Mensalmente, o serviço disponibilizará 320 consultas médicas, mais de 1,2 mil atendimentos multiprofissionais e cerca de 910 exames. O Estado já conta com 15 unidades do programa, todas com repasse de R$ 130 mil mensais para custeio das equipes e manutenção do funcionamento.
Desde o início das atividades, a unidade da Pelotas já recebeu cerca de 80 novos pacientes, dos quais 85% foram classificados como frágeis e com diagnóstico de demência. A coordenadora da Cuidativa e do curso de Medicina da UFPel, Julieta Fripp, destaca a relevância do serviço diante do aumento dos casos de demência. “As pessoas ficam isoladas em casa, e o tratamento para pessoas com demência e fragilidade é a socialização e a reabilitação. Ter academia, terapia, fisioterapia – tudo isso qualifica o cuidado”, reforça.
Convênio com a Beneficência Portuguesa
A secretária também participou de uma segunda cerimônia na Beneficência Portuguesa, onde foi assinado um convênio do programa Avançar Mais na Saúde. O acordo, de R$ 4,44 milhões, prevê a revitalização da fachada e de toda a área externa do hospital. “É um patrimônio público, então precisamos cuidar das estruturas”, afirma Arita.
