Disputando com duas mil startups de diferentes países, a SIAPESQ, de Rio Grande, foi reconhecida entre as 10 maiores do mundo em Economia Azul e Sustentabilidade. O resultado foi divulgado no Summit das Águas e Sustentabilidade, realizado na Universidade do Algarve (UAlg), em Portugal.
Para o CEO e fundador da SIAPESQ, Talles Lisboa Vitória, a conquista tem um significado especial por ocorrer após os desastres climáticos vivenciados pelo Estado em 2024. “Nesse contexto, o reconhecimento da SIAPESQ reforça a resiliência e a capacidade de inovação do povo gaúcho em transformar desafios em soluções tecnológicas de alcance global.”
Além do destaque em Portugal, a SIAPESQ também foi premiada pelo governo da Espanha, por meio do programa ICEX Latam ScaleUp. A empresa receberá investimento e apoio técnico para acelerar sua expansão e internacionalização na Europa.
“Ser reconhecido globalmente neste momento é uma conquista que transcende a SIAPESQ. É uma vitória do Rio Grande do Sul, que mostra ao mundo sua força, seu talento e sua capacidade de se reerguer com inovação e propósito. A ciência e a tecnologia desenvolvidas aqui têm o poder de ajudar o planeta a enfrentar a crise climática e regenerar suas águas e ecossistemas”, destaca Talles.
Internacionalização
De acordo com Talles, até julho de 2026 a expectativa é que a SIAPESQ abra uma filial na Espanha. “Possuímos parceria com diferentes hubs de inovação, aceleradoras e fundos de investimento graças à conexão que temos com o governo da Espanha”, afirma.
O CEO ressalta que a internacionalização da startup visa acessar um mercado mais promissor. “Vemos que a Europa é mais promissora em relação ao Brasil nos quesitos de conservação ambiental, inclusive com indústrias e governos trazendo essa demanda diretamente para a tomada de decisões, algo um pouco diferente do Brasil”, avalia.
No país, a plataforma desenvolvida pela empresa está sendo utilizada nos estados do Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais. No RS, a startup atua no reordenamento territorial dos ativos ambientais, em resposta à crise climática e às enchentes ocorridas em 2024.
“Estamos personalizando as nossas tecnologias para esses três governos, contribuindo para uma gestão não só do meio ambiente, mas também das comunidades e dos processos produtivos”, comenta.
