Uma audiência pública na prefeitura de Pelotas apresentou para que esteve presente na sala Frederico Trebbi, as diretrizes que vão orientar o orçamento municipal de 2026. O prefeito Fernando Marroni (PT) detalhou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e abriu espaço ao público para manifestações, mas o retorno foi apenas considerações de integrantes do governo. A proposta, que será analisada pela Câmara de Vereadores e deverá sofrer ajustes, prevê um orçamento de R$ 2.628.852.808,31, sendo que de receita própria, o Executivo trabalha com cifras bem menores: R$ 859.903.413,05.
Saúde e Educação terão a maior parcela desse montante, com previsão de R$ 1.126.862.060,59. Mas o destaque está no foco em três eixos principais: infraestrutura, qualidade ambiental e resiliência, com previsão de R$ 671.634.609,20. Essas áreas têm maior peso no orçamento, incluindo assistência social, pois conforme Marroni, parte dos recursos são verbas vinculadas e isso inclui recursos para políticas para Mulheres e Igualdade Racial, tema que causou controvérsia na Câmara de Vereadores.
O chefe do Executivo destacou que o município tem buscado novas fontes de financiamento, especialmente por meio de captação de recursos externos, para compensar a limitação da arrecadação própria. “Não temos como expandir substancialmente a arrecadação. Por isso, precisamos fazer mais com menos. O controle de gastos e a priorização de investimentos tornaram-se fundamentais”, reforça.
Segundo Marroni, a LDO consolida o planejamento iniciado com o Plano Plurianual (PPA). “Estamos saltando de R$ 193 milhões, no início do ciclo, para R$ 412 milhões em investimentos previstos até o final do plano. Isso mostra o esforço da gestão em manter a coerência entre o PPA, a LDO e a Lei Orçamentária Anual”, afirma o prefeito.
Planejamento
O prefeito lembra sobre o déficit histórico, que está em quase R$ 260 milhões, e diz que a administração mantém um comitê central de controle orçamentário, que acompanha cada despesa da prefeitura. “Nenhum centavo é pago sem autorização do prefeito e da CCO. Cortamos gastos supérfluos, conseguimos reduzir despesas e pagar cerca de R$ 60 milhões em restos a pagar”, observa Marroni.
Entre os avanços apontados na gestão estão a integração entre secretarias, o uso de tecnologia para aumentar a eficiência administrativa e o fortalecimento das políticas públicas transversais. “A prefeitura não pode mais funcionar de forma analógica. Precisamos de respostas rápidas, reduzir burocracias e agilizar licitações e compras. Estamos investindo em tecnologia e na capacitação dos servidores”, acrescenta.
O prefeito também mencionou que o orçamento prevê recursos para obras de prevenção a enchentes e alagamentos, vinculadas ao Fundo de Reconstrução do Governo do Estado e a programas federais de infraestrutura.
Em relação ao setor de turismo e desenvolvimento econômico, Marroni disse que a Prefeitura vem estruturando projetos com resultados esperados a partir de 2026. “São iniciativas que têm tempo de maturação, mas que vão fortalecer a economia local nos próximos anos”, afirmou.
