Iluminação pública em Pelotas era feita com azeite de mocotó

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Iluminação pública em Pelotas era feita com azeite de mocotó

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Atualizado domingo,
09 de Novembro de 2025 às 11:15

Há 178 anos

A história da iluminação pública em Pelotas remonta ao século 19. Antes da chegada da energia elétrica, a cidade era iluminada por simples lampiões de azeite de mocotó. Um dos registros dessa forma de iluminação data de 7 de outubro de 1847, quando a Câmara Municipal enviou um ofício ao presidente da Província solicitando uma verba especial para a compra de lampiões que iluminariam as ruas da cidade.

Atendendo ao pedido, o então governador provincial determinou o envio, pela escuna Guerra “Caçapava”, de 120 lampiões, procedentes da cidade do Rio Grande. Para coordenar a instalação, a Câmara nomeou uma comissão composta por três vereadores. Ficou definido que os lampiões seriam instalados em cada cruzamento de ruas e quatro em cada quadra central. O custo estipulado era de dois mil réis por lampião instalado e dez mil réis para aqueles que exigissem a colocação de postes.

A inauguração deste importante avanço urbano ocorreu na noite de 13 de dezembro de 1848. Curiosamente, os lampiões não eram acesos nas noites de luar. Além disso, durante o período em que a iluminação funcionava, era proibido aos moradores depositar lixo diante das calçadas — sob pena de punição.

Gás é novidade

Nos primeiros anos da década de 1870, Pelotas deu mais um passo rumo à modernidade com a implantação da iluminação a gás. Esse sistema permaneceu em funcionamento até 1909, quando a municipalidade adquiriu o acervo da Companhia Riograndense de Iluminação a Gás, conforme escritura pública de encampação amigável lavrada em 9 de agosto de 1909, no 2º Cartório de Notas.

A era da energia elétrica

A transição para a energia elétrica começou oficialmente em 17 de maio de 1912, quando a Intendência municipal firmou contrato com a empresa The Rio Grandense Light & Power Syndicate Limited para o fornecimento de eletricidade e o transporte de passageiros por meio de bondes elétricos.

A instalação das redes elétricas, a colocação dos postes e o assentamento dos trilhos dos bondes ficaram a cargo da firma Buxton, Cassini & Cia., com sede em Buenos Aires, Argentina.

O marco da modernidade chegou em 28 de junho de 1914, data da inauguração dos serviços de iluminação pública e distribuição de energia elétrica. Pouco mais de um ano depois, em 20 de outubro de 1915, entrou em operação o tráfego de bondes elétricos, consolidando uma nova era no transporte e na infraestrutura urbana de Pelotas.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 50 anos

Avenida Presidente Vargas ganha nova pavimentação e canteiros mais estreitos

No município do Rio Grande, a Somo Engenharia fez a entrega da avenida Presidente Vargas ao tráfego, totalmente renovada, depois de concluídos os trabalhos de pavimentação, na primeira semana de novembro de 1975. O ato simbólico de entrega da avenida – a principal artéria de acesso à zona central da cidade para quem chega de fora – contou com a presença do prefeito, na época, Rubens Emil Corrêa e de representantes da empreiteira.

O prefeito destacou o fato de que as obras, depois de estarem a cargo da Somo, foram concluídas dentro do prazo previsto. O chefe do Executivo ainda salientou o empenho dos trabalhadores, para a finalização da empreitada.

Na época, a entrega da revitalização da Presidente Vargas, pôs fim a um problema que vinha se arrastando há quatro ou cinco anos: a destruição da avenida pelas chuvas aliadas ao tráfego intenso de jamantas e caminhões pesados, que faziam o escoamento da produção de soja para o porto local.

A proposta da obra de recuperação da via teve início na administração do ex-prefeito Cid Scarone Vieira, que esteve no poder entre 31 de janeiro de 1969 a julho de 1975. Segundo Corrêa, coube a Vieira dar início a uma luta contínua, junto às autoridades estaduais e federais, para reconstrução da avenida e construção de um acesso direto ao porto, que evitasse a passagem dos veículos pesados pela cidade.

Detalhes para finalizar

Quando a empreiteira entregou a obra, ainda faltava a remodelação dos canteiros centrais, que deveriam ficar mais retilíneos e estreitos. Para essa segunda fase, o prefeito prometeu abrir concorrência pública, ainda em novembro. Durante o verão, os trabalhos foram interrompidos, para que não atrapalhasse o tráfego. Na programação, seriam reiniciados em março. Ao mesmo tempo, foi fixado um limite máximo de velocidade, em 60 quilômetros. O estacionamento foi permitido à direita, de cada pista, para todo o tipo de veículo.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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