UFPel terá brinquedoteca para letramento racial e sala de amamentação

Iniciativa

UFPel terá brinquedoteca para letramento racial e sala de amamentação

Espaços serão estruturados no Campus 2 em parceria com o Ministério da Igualdade Racial

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Atualizado quinta-feira,
09 de Outubro de 2025 às 08:14

UFPel terá brinquedoteca para letramento racial e sala de amamentação
(Foto: Francine Neves)

Pelotas recebeu a visita do secretário nacional de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo, do Ministério da Igualdade Racial (MIR), Tiago Santana, para consolidar a parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) na criação de uma Ubunteca (brinquedoteca) e de uma sala de amamentação. Os espaços foram possíveis por intermédio da deputada estadual Laura Sito (PT), que também esteve presente no ato, e reforçam o compromisso da universidade com a ampliação das políticas para permanência estudantil com recorte de gênero e raça.

As duas iniciativas ocuparão o mesmo espaço físico. Localizado no andar térreo do campus 2 da UFPel, tanto a brinquedoteca como a sala de amamentação compartilharão a atual “Sala das Pretas”.

O secretário nacional afirmou que este é o início de uma parceria longeva e que está dentro do princípio do ministério de reforçar a política de ação afirmativa e que garanta, para além da entrada das pessoas negras nas universidades, suas continuidades. “É mais do que estar dentro da universidade, é permanecer. Com isso conhecemos uma iniciativa que trata da permanência, mas com humanização, que é pensar nas jovens mães, que precisam ter esse cuidado e acolhimento”, diz Tiago Santana.

Ao celebrar a reconstrução de um espaço de oportunidade para pessoas pretas, o vice-reitor, Eraldo Pinheiro, também destacou as políticas de permanência da universidade. “São importantes para que possamos avançar nas oportunidades, e para que as pessoas, não só acessem, mas também permaneçam e se formem com muita qualidade, que é isso que procuramos”, garante.

Responsável por articular os pedidos da UFPel com Brasília, a deputada estadual Laura Sito reafirmou que os projetos garantem à universidade o destaque como referência na aplicação de ações afirmativas. “Sei a diferença que faz nós termos uma universidade que, não só acolha, mas que permita ser permeada pela diversidade, e isso vai desde os espaços físicos, até a produção do conhecimento”, destaca a deputada.

Ubunteca Lélia Gonzales

Uma brinquedoteca inspirada na filosofia Ubuntu, que representa o fortalecimento de um espaço pedagógico e cultural voltado ao resgate e valorização de identidades das culturas afro-indígenas brasileiras. Sob o nome de “Ubunteca Lélia Gonzales”, o espaço é, de acordo com a UFPel, uma iniciativa estratégica de combate ao racismo institucional e de promoção do letramento racial a começar da infância, ampliando a formação cidadã e comunitária no ambiente universitário. A sala irá oportunizar aos bolsistas um treinamento e experimentação do combate ao racismo através de atividades práticas.

Josy Anacleto, pró-reitora de assuntos estudantis da UFPel, entregou em mãos ao secretário nacional do MIR e para a deputada Laura Sito, os projetos para auxílio na compra de livros e materiais que possibilitem a ampliação dos projetos de letramento racial.

A pró-reitora destacou o programa de letramento racial que é executado pela universidade e direcionado aos funcionários. Desta forma, todos os servidores da PRAE têm uma hora semanal de estudos para combate ao racismo. “A Prae é uma pró-reitoria antirracista, que tem essa preocupação com a permanência, mas com um olhar sobre a equidade. Os projetos são voltados para todos os estudantes e temos o retorno dele de que, hoje, se sentem bem acolhidos”, diz Josy.

Sala de Amamentação Prof. Lúcia Maria Vaz Peres

Vinculada à Política de Mães da UFPel, a sala de amamentação constitui uma ação concreta de apoio à maternidade, ao direito à amamentação e à conciliação entre a vida acadêmica, profissional e familiar. Segundo a universidade, sua criação responde a uma demanda histórica de mães estudantes, garantindo condições adequadas de cuidado, acolhimento e saúde. “Desta forma, buscamos uma conexão entre a nossa Política de mães da UFPel e a Nota Técnica Conjunta nº 01/2010 da Anvisa e Ministério da Saúde, que orienta a criação de salas de apoio à amamentação em setores públicos, incentivando o cuidado com as mães e lactantes da universidade”, afirma em nota.

O projeto também contempla as diretrizes do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).

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