Inovar é governar o tempo

Opinião

Pedro Petrucci

Pedro Petrucci

Jornalista

Inovar é governar o tempo

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Demorou, mas chegou. Depois de discursos, seminários, diagnósticos e frustrações, Pelotas finalmente deu o passo que a colocará no mapa da inovação: o protocolo da nova Lei Municipal de Inovação. Pode parecer mais um projeto de gabinete, desses que não mudam o cotidiano de ninguém, mas é justamente o contrário. É o que faltava para destravar o potencial criativo, tecnológico e produtivo da cidade.

Há muito tempo Pelotas produz inteligência. Está nas universidades, nas startups, nos laboratórios de tecnologia, nas cozinhas, nos estúdios e até nas pequenas oficinas que reinventam processos e produtos. Mas faltava amparo legal. Faltava o Estado dizer: “vocês são prioridade”. Faltava um instrumento que desse previsibilidade para quem quer inovar sem esbarrar na inércia do poder público.

O mérito desse avanço é coletivo. O vereador Antônio Peixoto (PSD) foi quem manteve a chama acesa quando o tema já parecia esquecido. O governo, pela voz da secretária Miriam Marroni, entendeu que a cidade não pode mais viver de boas intenções: precisa de política pública concreta. A união desses esforços — Legislativo e Executivo, oposição e situação — é uma vitória rara num tempo em que a política costuma se apequenar diante de consensos fáceis e projetos difíceis. A nova Lei da Inovação cria um ecossistema de futuro: o Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia, o Fundo de Inovação, o Programa de Incentivo, a Rede de Promoção da Inovação.

São nomes técnicos, é verdade, mas o impacto é palpável. Significa editais, recursos, parcerias, fomento. Significa que Pelotas poderá, enfim, disputar investimentos com cidades que há anos surfam na onda da economia criativa e da tecnologia aplicada. A inovação, aqui, nunca foi um problema de talento.

Foi um problema de estrutura. E é por isso que esse projeto importa tanto. Porque ele cria uma ponte entre o que já temos de melhor (as universidades, o Parque Tecnológico, a vitalidade do setor produtivo) e o que sempre nos faltou: a capacidade de organizar tudo isso em uma política de desenvolvimento inteligente. Mas é preciso ir além da cerimônia do protocolo.

Que a tramitação na Câmara seja rápida, sem vaidades ou travas desnecessárias. Que o texto seja aprimorado, sim, mas com foco no essencial: fazer a cidade andar. Pelotas não pode continuar a perder oportunidades por falta de norma, de lei, de burocracia. O futuro cobra urgência.

Crédito emergencial

O senador Luis Carlos Heinze (PP) esteve na Expofeira, em Pelotas, reunido com prefeitos, vice-prefeitos, lideranças regionais e um grande número de produtores rurais da Zona Sul do Estado. O encontro teve como objetivo tratar da exclusão de Jaguarão, Pedro Osório, Pedras Altas, Rio Grande e Chuí da região da linha de crédito emergencial do governo federal para o setor agropecuário. Heinze, em entrevista ao Jornal da Tarde, na Rádio Pelotense, destacou que está atuando junto aos ministérios da Agricultura e da Fazenda, mostrando que esses municípios foram impactados pelas condições climáticas adversas. Ele ainda afirmou que o governo federal compreendeu a situação, mas que é necessário que seja publicado um novo edital incluindo os municípios prejudicados. “Pelas documentações que me entregaram, é possível incluí-los na próxima lista. Agora estamos cobrando o governo federal. Creio que esta semana se resolverá este assunto”, garantiu.

Monitoramento urgente

A segurança em Rio Grande é uma responsabilidade que vai além da atuação da Polícia Civil. Em entrevista à Rádio Pelotense, o delegado Lucas Lima ressaltou que é fundamental que o poder público, tanto Executivo quanto Legislativo, compreenda que a proteção da população depende de investimentos em equipamentos que auxiliem nas investigações. Desde que assumiu a cidade, o delegado defende o aumento do número de câmeras de monitoramento, apontando que Rio Grande possui atualmente um número insuficiente, especialmente nos acessos à praia do Cassino, onde o controle é muito baixo. O alerta ganha ainda mais relevância diante da tragédia de ontem, quando uma mulher foi encontrada morta na região. Para as autoridades, casos como este reforçam a necessidade de ampliar a vigilância e fortalecer as ferramentas que auxiliam a polícia na prevenção e elucidação de crimes.

Prioridade

A conquista de R$ 54 milhões para a requalificação das avenidas Theodoro Müller e Manoel Antônio Peres é um avanço significativo para a mobilidade urbana de Pelotas. Ao investir em infraestrutura que prioriza transporte público, ciclistas e pedestres, a cidade demonstra compromisso com a sustentabilidade e qualidade de vida. É um passo importante para transformar o planejamento urbano em realidade cotidiana.

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