Falta de sinalização dificulta o fluxo de pedestres no Centro

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Falta de sinalização dificulta o fluxo de pedestres no Centro

Faixas desgastadas, semáforos desligados e buracos nas calçadas são algumas das reclamações da população

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Falta de sinalização dificulta o fluxo de pedestres no Centro
(Foto: Jô Folha)

Pelotas já apresenta um trânsito consideravelmente intenso de automóveis, bicicletas e pedestres. Percorrendo por algumas ruas do Centro, localizadas em volta da Praça Coronel Pedro Osório e do Mercado Público, foram encontradas 22 faixas de pedestres razoáveis ou ruins e nove semáforos de pedestres desativados, além da difícil trafegabilidade das calçadas desniveladas e quebradas.

Durante uma rápida caminhada pelo Centro Histórico, foram observadas 33 faixas de pedestres, sendo apenas 11 em ótimo estado, considerando sua visibilidade e conservação. Foram encontradas também sete sinalizações no chão, como “Pare” ou “Atenção”, só duas claras, e 33 semáforos de pedestres, dos quais nove estavam fora de funcionamento.

Natural de Pelotas, João Cláudio Rodrigues está visitando a cidade acompanhado da esposa, Jandira Rodrigues. O casal mora atualmente em Jundiaí (SP), mas João Cláudio, que é pelotense, visita os pais periodicamente. Ele relata que, desde que se mudou há 50 anos, não percebe muitos avanços na infraestrutura urbana. “As calçadas estão todas desniveladas, cheias de buracos. Imagino uma pessoa idosa caminhando por elas, é um risco enorme. No Calçadão também há muitos buracos. A cidade está muito deixada de lado”, completa.

A percepção dos moradores não difere muito. A cuidadora de idosos Jordana Cruz, que passeava com um de seus assistidos, destaca a precariedade de algumas calçadas e a dificuldade de atravessar ruas com pessoas idosas. “Muitas vezes ficamos bastante tempo esperando para atravessar, e é muito difícil. Às vezes os motoristas vêm em cima da gente e não param”, relata. Ela também reivindica uma maior presença de agentes de trânsito para tornar essas travessias mais seguras.

Faixas e semáforos

O secretário de Transporte e Trânsito, Cláudio Montanelli, afirma que semáforos com defeito são consertados o quanto antes, mas fatores como ventos fortes e chuvas podem adiar os reparos por segurança. Ele destaca que o furto de cabos tem sido um dos maiores problemas. “Só ontem [terça] roubaram 400 metros. Isso desliga os semáforos, como aconteceu na Deodoro, até conseguirmos substituir. Infelizmente, esses furtos têm sido frequentes”, relata.


Faixas apagadas e semáforos desligados são um desafio (Foto: Jô Folha)

Quanto às faixas, Montanelli explica que parte da manutenção é feita pela empresa que administra a Área Azul e outra pela STT. As ações priorizam escolas infantis, unidades de saúde e áreas de maior fluxo de pedestres. O clima também interfere no serviço, já que não é possível pintar em dias chuvosos. “Sempre que possível, aplicamos uma camada de asfalto antes da pintura, o que aumenta a durabilidade”, completa.

Situação das calçadas

As calçadas são de responsabilidade dos proprietários dos imóveis, cabendo à Secretaria de Urbanismo fiscalizar e notificar em casos de irregularidades. Segundo o titular da pasta, Otávio Peres, os investimentos diretos do município se concentram em áreas públicas, como praças e calçadões.

Ele informa que já foram feitas manutenções em trechos do Calçadão e que estão em andamento projetos de mobiliário urbano e de recuperação dos pisos da Praça Coronel Pedro Osório. “Estamos usando medidas compensatórias de empreendimentos urbanísticos na região central. Temos planos de iniciar uma primeira rodada de reformas ainda neste semestre, principalmente na praça, antes das festas de final de ano”, afirma.

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