Nosso turismo engatinha

Editorial

Nosso turismo engatinha

Nosso turismo engatinha
(Foto: Jô Folha)

A falta de grandes ações no fim de semana para celebrar o Dia do Turismo mostra que a nossa região ainda engatinha nesse setor. Não é, necessariamente, um problema. Há um claro trabalho sendo feito em conjunto pelos diversos atores do setor. Poder público, entidades e empresários vêm em processo de construção de uma ideia. Pelotas, por exemplo, só tem secretaria exclusiva para a área desde janeiro. Não há sequer uma política clara ainda. Mas há que se valorizar que estamos, finalmente, discutindo o turismo e olhando para ele e nossos potenciais.

Não podemos olhar para a Zona Sul ainda e ter a pretensão de ser, neste momento, uma Serra, ou Litoral Norte, só para ficar em comparações dentro do Estado. Mas podemos, sim, notar as possibilidades e para onde podemos evoluir para, no futuro, quem sabe nos equipararmos. Temos uma cultura forte, belezas naturais, arquitetura ímpar e gastronomia de ponta. Em poucos lugares do mundo se consegue se deslocar tão rapidamente de uma serra para o mar. A nossa colônia tem o sabor de diversas etnias e, ao mesmo tempo, temos praias. Se conectar tudo isso, pode-se criar roteiros incríveis.

O turismo da Zona Sul só faz sentido conectado, sejamos honestos com nós mesmos. Neste momento, ainda não temos roteiros que prendam um turista por uma semana ou mais nas cidades, exceto pelas praias. Por isso, este é mais um setor que precisa trabalhar na aproximação, coisa que já vem sendo feita aos poucos e construída a várias mãos. Associar-se com a Campanha também é algo que faz muito sentido.

Aos poucos, as peças neste tabuleiro se movem, mas o melhor fator deste momento é ver que há trabalho sendo feito em diversas cidades, por diversas pessoas, em diversas frentes. Para alcançar o potencial, há que se mover. Até pouco tempo atrás, turismo na Zona Sul era um tema falado apenas por alguns poucos entusiastas, como Samir Curi Hallal, que há décadas bate nessa tecla. Agora, mais e mais vozes se juntam a esse coro, de que há possibilidades enormes por aqui. Por isso, precisamos agir. Unidos.

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