Coronel Pedro Osório vai ao Rio de Janeiro eleger os novos candidatos à presidência

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Coronel Pedro Osório vai ao Rio de Janeiro eleger os novos candidatos à presidência

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Há 100 anos

O industrial coronel Pedro Osório embarcou para o Rio de Janeiro para integrar a delegação gaúcha na Convenção Nacional, que indicaria e lançaria os candidatos à presidência e vice-presidência da República, pelo partido Republicano, para as eleições de 1926. O industrial foi eleito durante a Convenção dos Delegados dos Conselhos Municipais. O encontro ocorreu em 12 de setembro de 1925.

Osório recebeu o convite por meio de telegrama assinado pelas membros da Mesa da Convenção dos Conselhos Municipais: Protásio Alves (presidente); Octavio Rocha (1º secretário) e Manoel Luís Osorio (2º secretário). Antes de viajar, Osorio se despediu dos amigos e correligionários pela imprensa.

A convenção no Rio de Janeiro escolheu os candidatos, o paulista Washington Luís, para presidente, e o mineiro Melo Viana, para o cargo de vice-presidente. O governador Washington Luís era o candidato escolhido de acordo com a política do café com leite, mas o governador de Minas Melo Viana, achou que era melhor outro mineiro suceder Artur Bernardes, e iniciou uma campanha.

O ministro Afonso Pena Júnior do governo de Bernardes convenceu Melo Viana a disputar o cargo de vice-presidente; e assim a chapa Washington Luís-Fernando de Melo Viana venceu sem oposição. O principal concorrente de Washington Luís, do Partido Republicano Paulista (PRP), naquela eleição foi o político gaúcho Joaquim Francisco de Assis Brasil, do Partido Liberal.

Acordo quebrado

Durante a Primeira República, São Paulo (grande produtor de café) e Minas Gerais (forte em pecuária e leite) se alternavam no poder, sustentando presidentes e controlando a política nacional. O acordo começou a ruir em 1929, quando o presidente Washington Luís quebrou a lógica e indicou outro paulista — Júlio Prestes — como seu sucessor.

Minas Gerais se aliou ao Rio Grande do Sul e à Paraíba, formando a Aliança Liberal, que lançou Getúlio Vargas à presidência. Júlio Prestes venceu as eleições de 1930, mas a vitória foi contestada. O assassinato do vice de Vargas, João Pessoa, somado ao descontentamento de militares e elites regionais, acelerou a crise.

Em outubro de 1930, Getúlio Vargas liderou a revolução que depôs Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes, encerrando a política do café com leite e a própria Primeira República.

PARA SABER

  • De acordo com a Constituição de 1891 que vigorou durante toda a República Velha (1889-1930), o direito ao voto foi determinado a todos os homens com mais de 21 anos que não fossem analfabetos, religiosos e militares.
  • A eleição para presidente e vice eram realizadas individualmente.

Fontes: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; wikipedia.org; Centro de Referências a Acervos Presidenciais

Há 50 anos

Adaptação de A pequena sereia (Foto: Reprodução)

Integrando a programação do Jubileu de Prata do Sesi, o Teatro dos Gatos Pelotas, do Colégio Municipal Pelotense, apresentou nos dias 30 e 31 de agosto de 1975 a peça Sirenna.

O espetáculo musical foi escrito pelo professor, dramaturgo e diretor de teatro Valter Sobreiro Júnior. Sirenna (1974/76) é uma adaptação de A Pequena Sereia. A obra foi montada especialmente para ser levada ao Festival Nacional de Teatro de Estudantes, em Arcozelo, no Rio de Janeiro, há 51 anos. “Nesta oportunidade, ainda sob a Ditadura, por imposição do governo,(o festival) só permitia espetáculos infantis”, explica a escritora Joice Lima, no Trabalho de Conclusão de Curso na Licenciatura em teatro da Universidade Federal de Pelotas, intitulado Valter Sobreiro Junior, 50 anos de Teatro: Processos de encenação.

A apresentação ocorreu no auditório da antiga Escola Técnica Federal de Pelotas, atual IFSul. Os atores subiram ao palco em duas sessões na tarde do dia 30 e quatro no dia 31, em todos os turnos.

Valter Sobreiro completou, neste ano, 64 anos de carreira no teatro gaúcho. Detentor de dezenas de prêmios em teatro e reconhecidamente uma das figuras mais importantes das artes cênicas de Pelotas.

Trajetória de 60 anos

Autor de mais de 60 obras, entre elas os sucesso Don Leandro e Maragato, Sobreiro voltou a dirigir este ano. Com o espetáculo A Viúva Pitorra – Comédia de Serafim Bemol, de Simões Lopes Neto, integrou a programação de abertura do Teatro João Simões Lopes Neto do Multipalco do Teatro São Pedro, em Porto Alegre, em abril.

Experiências que ele leva para o workshop Dramaturgia de teatro fronteiriço através de espetáculos” no próximo dia 3 de setembro (quarta-feira), às 18h, no Centro de Treinamento Tholl (CTT). As inscrições estão abertas, são gratuitas e com vagas limitadas. Podem ser feitas através do e-mail [email protected]. Para mais informações, o contato é através do WhatsApp (53) 98100-3050

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