A Diocese de Pelotas se uniu em uma emocionante cerimônia para prestar a última homenagem ao seu bispo emérito, Dom Jayme Chemello. A missa de corpo presente, também conhecida como Missa de Réquiem, foi celebrada na manhã de sábado na Catedral Metropolitana São Francisco de Paula, o mesmo local onde o bispo dedicou grande parte de sua vida pastoral.
A igreja acolheu fiéis, autoridades e membros de congregações religiosas, em um cenário de reverência e gratidão. A cerimônia, presidida pelo atual bispo diocesano, Dom Jacinto Bergmann, contou com a concelebração de dezenas de padres e diáconos da diocese.
Dom Jacinto destacou a trajetória de Dom Jayme como um pastor incansável. “Ele foi um homem de fé inabalável, um evangelizador nato que soube, com sua simplicidade e bondade, tocar os corações de milhares de pessoas. Sua vida foi um testemunho vivo do amor de Cristo.”
Entre as autoridades presentes, destacavam-se o prefeito Fernando Marroni e sua esposa e Secretária de Governo, Miriam Marroni. A ex-prefeita Paula Mascarenhas, que ocupa o cargo de secretária no governo estadual do Rio Grande do Sul, também esteve presente. A esfera acadêmica e religiosa também se fez presente com o reitor da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), José Carlos Pereira Bachettini Júnior, que representou uma das instituições mais ligadas à história do bispo.
Durante a missa, diversos momentos de emoção marcaram a despedida. Amigos próximos e paroquianos relembraram a figura de Dom Jayme, não apenas como um líder religioso, mas como um amigo, conselheiro e confessor.
O carisma de Dom Jayme foi um dos pontos mais lembrados pelos presentes. Jorge Costa, aposentado, expressou o sentimento geral de gratidão. “Ele teve muitos feitos. Uma pessoa carismática e querida por todos. A gente lamenta, embora saiba que ele viveu bastante e deixou um legado muito importante na caridade”, afirmou.
Para a turismóloga Maria Luiza Zanardi, Dom Jayme era uma figura única. “Era uma pessoa especial, e Deus gosta das pessoas especiais. Ele teve tanto tempo aqui na terra e fez tanto bem, com projetos maravilhosos. É uma perda grande, mas agora ele está do lado de quem ama”.
O sepultamento ocorreu na cripta da Catedral Metropolitana São Francisco de Paula, uma honraria reservada a bispos e prelados que dedicaram suas vidas à diocese. Sua última morada, sob o altar-mor da igreja que foi o centro de sua missão por 32 anos, de 1977 a 2009, consolida seu legado de humildade e serviço.